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Cachorro que vive em cemitério após morte de tutor pode receber novo lar

5 de outubro de 2011
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Rambo é acariciado pelo coveiro Sidinei Ramos em cemitério de Mamborê (PR), para onde o cachorro se mudou após morte do dono, há 4 meses. Foto: Reprodução/ UOL

Rambo, o cachorro que ficou conhecido por ter ido morar no cemitério de Mamborê (482 km de Curitiba) após o tutor morrer e ser enterrado no local, pode receber um novo lar em breve. Pelo menos duas pessoas, de Maringá e de Curitiba, já manifestaram intenção de adotar o cão.

O coveiro do cemitério, Sidinei Ramos, afirmou, entretanto, que os pretendentes ainda não marcaram data para conhecer o cachorro. De acordo com Ramos, os candidatos deverão apresentar algumas condições para poder levar Rambo. “Tem que cuidar bem dele, não deixar em qualquer lugar”, disse o coveiro ao UOL Notícias.

A presidente da Sociedade Protetora dos Animais de Curitiba, Soraya Simon, afirmou que Rambo “está sofrendo bastante, pois perdeu um ‘ente da família’”. Segundo Soraya, o coveiro fez certo em divulgar o caso. “O animal precisa de um lar, de uma pessoa que se responsabilize, garanta a sua alimentação, acompanhamento veterinário e, principalmente, carinho e atenção.”

Segundo Soraya, todos os cães, grandes ou pequenos, querem companhia. “Separados dos tutores, eles podem até ficar doentes, com depressão.”

Rambo era criado por um homem de aproximadamente 40 anos, que morava sozinho e morreu vítima de tuberculose. Ele foi enterrado há quatro meses, e, desde então, o animal passou a ficar próximo do túmulo do antigo amigo. Rambo recebeu esse apelido por brigar com outros cães que circulam pelo cemitério, como se estivesse marcando território.

Fonte: UOL

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