Faltou falar! – Paula Schuwenck

Jaula da morte – quem oferece perigo, afinal?

O parque Crocosaurus Cove, na Austrália, agora conta uma atração inusitada chamada “Jaula da Morte”. Nela, crocodilos de até 5,5 metros nadam em volta de uma caixa de acrílico com, adivinhe, pessoas dentro. Da BBC para praticamente todos os jornais no Brasil, a notícia merece nossos parabéns por dar espaço, ainda que bem pequeno, às críticas da ativista de direitos animais, Patty Mark: 'Nós deveríamos respeitar esses animais, principalmente animais inteligentes como os crocodilos. Eles pertencem à natureza, não ao nosso entretenimento.'
Eu sou animal – Dagomir Marquezi

Bandidos do picadeiro

Se os animais sumissem dos circos, pouca gente iria notar. O circo padrão dos dias de hoje, o Cirque du Soleil, usa um único animal como atração: o Homo sapiens. Os circos sem dúvida devem sobreviver como uma forma tradicional de cultura e espetáculo. Mas sem animais, domadores e jaulas. Animais são caros, dão trabalho, exigem manutenção, complicam o transporte.
Tao do bicho – Paula Brügger

Cavalos: vida e morte repletas de sofrimentos (parte IV – Final: Esperança?)

Lagoa da Conceição, Floripa. Entro por uma ruazinha estreita que termina no pé de um morro e vejo um potrinho castanho-escuro deitado no chão, ao lado de sua mãe que pastava tranqüilamente. Ao vê-lo deitado, logo pensei: será que está bem? Pouco depois soube que o potrinho nascera naquela madrugada e talvez, por isso, ainda estivesse descansando. Voltei mais tarde, com algumas cenouras de presente, e encontrei o potrinho já de pé. Mãe e bebê passavam muito bem. Meu coração se encheu de alegria.
Renata Martins

Animais silvestres: podemos tê-los em casa? (parte I)

Muito se fala na possibilidade de se considerar animais silvestres presentes em residências como pets. Mas será que essa assertiva merece guarida? É o que analisaremos neste artigo, o qual será dividido em partes, tendo em vista as extensas peculiaridades do assunto, que pretendemos esmiuçar, a fim de suprir todo e qualquer argumento em relação à questão.
Sérgio Greif

Métodos alternativos

Existem diversas interpretações relativas ao que sejam “métodos alternativos”. Na interpretação mais difundida, porém pouco fundamentada, métodos alternativos são aqueles que podem ser “alternados” com técnicas que utilizem animais. Dessa maneira, quando um processo diminui o número de animais utilizados, utiliza metodologia em que animais sofrem menos durante os procedimentos e consegue, em alguns casos, substituir o uso de animais, estão-se utilizando métodos alternativos. Sob essa ótica, há uma conexão imediata entre métodos alternativos e o conceitos dos 3 R´s (Reduzir, Refinar e Replace – substituir).
Educação e desenvolvimento – Henri Kobata

Um encontro entre duas vidas

Brasília é uma cidade que tem relações emocionais frágeis no olhar de quem tem como matéria-prima de trabalho os sentimentos, valores e o sentido de viver. As pessoas dessa cidade confundem relações políticas com relações afetivas. Mas, nessa semana, por um momento, uma cena mudou a minha impressão sobre a capital do país.
Anderson Reichow

Animalidade desonerada

Enxergar nos animais um “outro” é um passo necessário para o rompimento com a construção articulada em termos de sujeitos em relação a objetos, de homem versus animal. Conforme afirmamos anteriormente, a identificação da animalidade viabiliza esse exercício de percepção, o qual tanto é mais adequado ao homem quanto é mais justo com os outros animais.
Direitos animais – Bruno Müller

Por que abolicionismo?

A premissa básica do abolicionismo é muito simples e inteligível para qualquer pessoa: nenhum indivíduo é propriedade de outro, todos devem ter direitos iguais à liberdade e nenhum deve ter o direito de dispor sobre a vida e a liberdade de outro indivíduo. O abolicionismo animal estende essa premissa além da espécie humana, para todos os indivíduos do mundo animal.
Viviane Pereira

Natal do peru

Época de Natal, pessoas se amontoam nos supermercados para comprar perus, chesters, frangos defumados, temperados e tantos outros tipos de aves que vão parar na mesa para a comemoração dos cristãos. Os números assustam – apesar das divergências de informações encontradas, é possível ter uma idéia: fala-se em 250 milhões de perus na Europa e 17 milhões no Reino Unido. Nos Estados Unidos – em que a ave é o prato principal não no Natal, mas no Dia de Ação de Graças –, há indicações de que são consumidos na data de 40 a 90 milhões de perus. Aqui no Brasil – considerado o terceiro maior produtor de perus do mundo, atrás dos Estados Unidos e União Européia –, o grande produtor é o Paraná, e esse ano os números no estado apontavam a produção de 11,6 mil toneladas de aves especiais só para as festas de final de ano.
Olhar literário – Laerte Fernando Levai

Noites cachoeirenses

Uma das personalidades mais importantes da literatura brasileira reside no Vale do Paraíba, na própria cidade em que nasceu, Cachoeira Paulista. Trata-se da escritora Ruth Guimarães, que estreou no mundo das letras ainda moça, em 1946, com a publicação de “Água Funda”, romance elogiado pela crítica e até por Guimarães Rosa.