Anderson Reichow

Animalidade desonerada

Enxergar nos animais um “outro” é um passo necessário para o rompimento com a construção articulada em termos de sujeitos em relação a objetos, de homem versus animal. Conforme afirmamos anteriormente, a identificação da animalidade viabiliza esse exercício de percepção, o qual tanto é mais adequado ao homem quanto é mais justo com os outros animais.
Direitos animais – Bruno Müller

Por que abolicionismo?

A premissa básica do abolicionismo é muito simples e inteligível para qualquer pessoa: nenhum indivíduo é propriedade de outro, todos devem ter direitos iguais à liberdade e nenhum deve ter o direito de dispor sobre a vida e a liberdade de outro indivíduo. O abolicionismo animal estende essa premissa além da espécie humana, para todos os indivíduos do mundo animal.
Viviane Pereira

Natal do peru

Época de Natal, pessoas se amontoam nos supermercados para comprar perus, chesters, frangos defumados, temperados e tantos outros tipos de aves que vão parar na mesa para a comemoração dos cristãos. Os números assustam – apesar das divergências de informações encontradas, é possível ter uma idéia: fala-se em 250 milhões de perus na Europa e 17 milhões no Reino Unido. Nos Estados Unidos – em que a ave é o prato principal não no Natal, mas no Dia de Ação de Graças –, há indicações de que são consumidos na data de 40 a 90 milhões de perus. Aqui no Brasil – considerado o terceiro maior produtor de perus do mundo, atrás dos Estados Unidos e União Européia –, o grande produtor é o Paraná, e esse ano os números no estado apontavam a produção de 11,6 mil toneladas de aves especiais só para as festas de final de ano.
Olhar literário – Laerte Fernando Levai

Noites cachoeirenses

Uma das personalidades mais importantes da literatura brasileira reside no Vale do Paraíba, na própria cidade em que nasceu, Cachoeira Paulista. Trata-se da escritora Ruth Guimarães, que estreou no mundo das letras ainda moça, em 1946, com a publicação de “Água Funda”, romance elogiado pela crítica e até por Guimarães Rosa.
Renata Martins

Leões abandonados por circo: culpa de leis proibitivas de animais em circos?

No texto de hoje mais uma vez retornaremos à questão dos animais em circo, tratando de uma questão bem pontual desta vez: o abandono de leões pelos circos. Muitas matérias jornalísticas já abordaram esta questão e a grande maioria chegou à conclusão de que este abandono ocorre por conta da promulgação de leis proibitivas de animais em espetáculos públicos em diversos municípios e estados do país. Entretanto, tal conclusão definitivamente não procede. Leis específicas proibitivas de animais em circos não são responsáveis pelo abandono de leões.
Educação e desenvolvimento – Henri Kobata

Não há nada de estranho

Acabei de rever um documentário da ADI (Animal Defenders International) que mostra como se treinam os animais para os espetáculos de circos. Não há como não se chocar com o que se vê e o que se ouve: seres vivos gemendo e gritando de dor, sendo socados, surrados e machucados. Lembrei de uma cena da música As Quatro Estações, composta no século XVII. Uma das cenas descritas pelo seu compositor, Antônio Vivaldi, é a da caça às raposas. Um grupo de nobres se veste e se prepara para o ritual. Segue-se uma perseguição sangrenta, a morte lenta, até que as raposas machucadas e acuadas são cercadas e mortas. Os caçadores festejam exibindo como um troféu seus corpos estendidos na relva.
Anderson Reichow

Gênero da animalidade – a noção de generosidade com o “Próximo”

O modo com que conhecemos o mundo vivo sempre foi informado por uma intenção classificadora, que agrupa os seres de acordo com certas afinidades. Quanto aos que dispunham de um fôlego vital, aos quais se designou de animais [em geral], houve-se por bem classificá-los em filos, um dos quais é o Chordata – que reuniu os vertebrados –, bem como em classes, ordens etc. [Leia Mais]
Vanguarda abolicionista – Marcio de Almeida Bueno

Seitas exóticas

Ainda é tabu dizer “não, obrigado, não como carne” neste nosso 2008, apesar da efervescência de informações e acesso fácil a todas elas. Ainda as pessoas olham como se estivesse à sua frente um seguidor de ritual excêntrico, que, na busca pelo ineditismo, restringe seus prazeres gastronômicos, talvez em troca da vida eterna. Ainda as pessoas não se furtam a fazer uma expressão mezzo desconfiada mezzo surpresa. Ainda fazem silêncio por alguns instantes – momento em que elaboram uma opinião do tipo bate-pronto – antes de começar a dizer “ah, sim, pois o meu primo também etc.”
Crônica

Cão que resgatou cachorro atropelado vira herói no Chile

Sabe por que eu saí de casa? Porque eles me batiam. Todos eles. Os pais viviam nervosos e brigavam o tempo todo. Desde que o dia clareava, aqueles dois iam emendando uma discussão na outra até que um explodia e alguma coisa era arremessada ao chão: pratos, copos, controle da tv. Os filhos imitavam os pais e viviam às turras, implicando com tudo e acabavam aos tapas no chão. Só o caçulinha era menos nervoso, mas nos últimos tempos deu pra puxar meu rabo.
Faltou falar! – Paula Schuwenck

Zoológico: sofrimento por diversão

Li uma matéria sobre três tigres brancos que atacaram o funcionário de um zoológico em Cingapura, o qual não sobreviveu aos ferimentos. Como uma notinha, essa notícia circulou em diversos jornais com o tom “pobre homem, só estava fazendo seu trabalho e foi atacado por tigres perigosos”. Vamos refletir. Tigres brancos são animais selvagens, caçadores e lindos, por isso tornam-se grande atração em zôos.