Faltou falar! – Paula Schuwenck

Da inocência ao assassinato

Basta o mínimo de convivência com uma criança para saber que é nas ações dos adultos que ela se espelha para pensar e agir. São como esponjinhas sem filtros, já que ainda não há experiência suficiente para diferenciar o ruim do bom, entender o que é certo e errado. Pensando nisso, enquanto adultos, devemos servir de exemplo e referência para sua formação, suas escolhas e seu futuro, certo? Ok, então alguém pode me explicar quando alguns preferiram por ensinamentos de tortura e assassinato?
Eu sou animal – Dagomir Marquezi

A favor da caça

A caça faz parte da natureza. Leões caçam antílopes, onças caçam capivaras, sucuris caçam roedores, aranhas caçam moscas. Se todos esses animais caçam, por que não o ser humano? Mas algumas regras precisam ser modificadas. Para sair à caça, o homem tem que usar apenas suas armas naturais: pernas, braços, mãos e dentes. Quer caçar, pegar um passarinho? Vá atrás. Suba em árvores, salte no vazio. Arrisque-se a quebrar uma perna. Você não queria caçar?
Olhar literário – Laerte Fernando Levai

Sentimentos de Drummond

Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) é uma unanimidade na literatura brasileira. Traz em si o dom de escrever e a sensibilidade à flor da pele. Um olhar atento para a vida e o tempo e as gentes. Com sua sede infinita soube amar a nossa imensa busca do amor. Cantou a terra e as suas memórias, os rostos imóveis, campos de flores, o sonho de um sonho, a fragilidade e a incerteza, a melancolia. Singelo, lírico ou social, Drummond soube compreender a missão daqueles que buscam transformar o mundo pela arte.
Educação e desenvolvimento – Henri Kobata

Os sonhos pelos desejos, eles se quebraram

Comecei a descobrir a fantástica capacidade de sonhar do ser humano quando era menino e estudava música. Da mesma música nasciam sonhos diversos, grandes, pequenos, singelos ou grandiosos. Alguns se concretizariam, outros continuariam assombrando ou inspirando durante toda a vida e muitos seriam esquecidos e deixados pelo caminho. Eram os sonhos de cada um.
Vanguarda abolicionista – Marcio de Almeida Bueno

Os cavalos nasceram para tração

Essa foi uma frase que ouvi recentemente, justamente de uma pessoa preocupada com os maus-tratos que a grande maioria dos cavalos sofre por ocasião de sua labuta diária puxando carroças. No seu entender, havia uma troca de trabalho por comida e cuidados, nos casos em que o carroceiro tem bom senso. Não concordei.
Selma Egrei

A gente caminha para uma consciência mundial maior

Seja por questões relacionadas ao meio ambiente, aos animais, ou ao bem-estar da humanidade, a atriz paulistana Selma Egrei é objetiva: sou vegetariana. Há...
Bigodes ao léu – Laerte

Identidade secreta

Identidade secreta
Heron, Luciano e Tagore

Abolicionismo animal

Milhões de animais sencientes, nascidos livres, são roubados, capturados, mutilados, vendidos como mercadoria, espoliados na realização de trabalhos forçados, ou simplesmente mortos e devorados, sem qualquer direito a defesa, e poucos de nós se compadece com o sofrimento desses seres, muitos deles tão próximos de nós na cadeia evolutiva. Será mesmo que nós temos o direito de tratar desse forma as outras espécies?
Direitos animais – Bruno Müller

Livre arbítrio de quem?

É típico do relativismo tentar relacionar livre-arbítrio e vegetarianismo, nas seguintes bases: o vegetarianismo é uma opção pessoal, que não deve ser defendida como uma posição moral obrigatória. Hoje gostaria de ajudar a desfazer esse mito. Na minha interpretação, vejo o livre-arbítrio dividido em duas dimensões, uma prática e outra moral.
Massacre e sofrimento em cativeiro

Terror: Tropas israelenses atiram e matam dezenas de animais em zoo de Gaza

O Zoológico de Gaza cheira à morte, mas o zelador do local, Emad Jameel Qasim, não parece se importar enquanto caminha por entre os animais mortos. Ele aponta para um buraco em um camelo. “Esta fêmea de camelo estava grávida quando um míssil a atingiu nas costas. Olhe para a cara de sofrimento dela quando morreu”, disse ao jornal Gulf News. Por onde quer que se vá, dentro de todas as jaulas existem animais mortos deixados ali desde os últimos ataques de Israel. Qasim não entende por que escolheram destruir o zoológico. E não é difícil discordar dele, pois a maioria dos animais foi baleada à queima-roupa. “A primeira coisa que os israelenses fizeram foi atirar nos leões. Os animais correram para fora da jaula e tentaram se esconder no escritório.” Hoje, dois leões estão de volta à suas jaulas. A fêmea está grávida e fica deitada no chão, balançando o rabo. Qasim fica muito perto deles, que parecem não se incomodar com a presença do zelador. Enquanto circula pelo zoológico, Qasim fica chocado com estado dos poucos animais que sobreviveram, fracos e perturbados.