Cidadania – Rosana Gnipper e Andresa Jacobs

Espécies exóticas “invasoras”: em defesa da vida dos javalis no Paraná – parte 2

Enquanto a sociedade civil organizada não tem acesso à conclusão dos estudos sobre a população de javalis/javaporcos habitando a região do Parque Estadual de Vila Velha (PEVV), município de Ponta Grossa, estado do Paraná, que tem sido alvo do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), nos voltamos ao amparo legal.
Viviane Pereira

Carnaval é o bicho!

Esse é o típico caso em que, se a moda pega, vai trazer felicidade para muitos – humanos e animais de todos os tipos. Época de Carnaval, mesmo quem não é muito ligado na folia entra um pouco no clima de animação, nem que seja só para curtir um feriado prolongado. Há quem goste de dançar em clubes, desfilar na avenida ou só assistir, torcendo do lado de cá da telinha por sua escola do coração. Eu entrei para o time que torce para que os animais sejam poupados desta bestialidade humana de depenar aves e arrancar couro para fazer bonito e afinado.
Tao do bicho – Paula Brügger

Ainda sobre os modelos animais…

Na coluna passada coloquei, resumidamente, as principais razões que nos levam a discordar da eficácia dos modelos animais para estudar diversos males que acometem os humanos, ou desenvolver medicamentos, terapias etc. Esse assunto polêmico despertou o interesse de muita gente, uma vez que no ideário dominante os experimentos com animais são uma espécie de mal necessário. Isso é compreensível. Afinal, os meios de comunicação não cessam de dar destaque às descobertas de drogas ou terapias a partir de modelos animais. Entretanto, quando a mesma droga ou terapia se mostra ineficiente em humanos, a notícia nunca é matéria de primeira página. É claro que tudo isso acaba reforçando a fé nos modelos animais, ou seja, a impressão de que eles funcionam de fato e que, mesmo em alguns casos de total fracasso, faltou realmente muito pouco para se chegar a um resultado bem-sucedido.
Tao do bicho – Paula Brügger

Crianças, animais e reflexões

Uma vez encontrei uma amiga que me contou que a sua filha mais nova – uma menininha de apenas três anos – havia brigado com ela por uma razão que eu aprovaria. O motivo da briga foi uma barata. Minha amiga disse que, ao bater numa barata com um chinelo, para matá-la, sua filhinha disse: “– Você nunca mais faça isso! Não viu que ela (a barata) já estava indo para a casa dela?” Sensacional, não é mesmo? Baratas são consideradas repugnantes e indignas de qualquer tipo de compaixão, mas aquela garotinha foi capaz de ter esse sentimento por ela. De onde veio tal compaixão? Certamente não foi com a família, ou a sociedade, que ela aprendeu isso.
Palavra animal –Nina Rosa Jacob

Zoo-ilógico

O lógico seria mostrar os animais como eles são; seu comportamento, sua vida em família, seus hábitos, sua alimentação, seus relacionamentos, enfim: animais de verdade. Em liberdade. Nos zoológicos, vemos um arremedo triste de animais deprimidos e solitários, expostos à curiosidade humana, sem entender o que estão fazendo ali.
Educação e desenvolvimento – Henri Kobata

Fuga das escolas e a morte nos circos

No início deste mês, uma declaração inusitada de uma adolescente de uma cidade do interior de São Paulo foi parar nos noticiários de TV. Na matéria, ela pediu para ser reprovada na escola, pois não sabe escrever direito e denunciou que o processo de aprovação automática existente na rede educacional pública da cidade iria prejudicá-la no futuro. E ela tem inteira razão.
Faltou falar! – Paula Schuwenck

Um camelo paulistano

São Paulo tem garoa, calor, cultura para todos os gostos, excesso de gente, poluição, mas, apesar de não ter deserto, acaba de ganhar um filhote de camelo. Por ser fêmea, será batizada de Yasmin, Thalia, Shakira ou Rani. A escolha do nome foi delegada às crianças que fizerem uma visitinha no zoológico, claro.
Vanguarda abolicionista – Marcio de Almeida Bueno

Os executivos movidos a Tico e Teco

No livro ‘Eles Fizeram Tudo Errado!’, o autor Adam Horowitz relata casos famosos de trapalhadas de grandes empresas. No capítulo 8, intitulado ‘Jurídico’, há uma pepita do especismo oriunda, quem diria, da Disneylândia. Abaixo, os principais trechos. “A Disney adora animais fofinhos. Um coelho peludo se transformou no adorável Tambor. Um cervo se tornou o Bambi – mais doce, impossível. Esquilos se tornaram Tico e Teco, adoráveis e gostosos de apertar. Animais feios, como urubus, são espetados com lanças até a morte.
Direitos animais – Bruno Müller

As camadas da opressão

A questão da dominação e do poder frequentemente é analisada sob uma perspectiva maniqueísta. Especialmente na esfera política – seja tradicional, dos partidos, sindicatos – seja dos movimentos sociais e organizações dificilmente se encontra a tentativa de uma análise ponderada e justa. Por ponderada e justa não me refiro a imparcial, nem nivelador. Pois é impossível – e indesejável – não ter uma opinião a respeito de um determinado assunto, e muito menos que todas as opiniões se equivalham.

Pensata Animal

O site  Pensata Animal é aberto à publicação de textos de vários pensadores e à  consequente diversidade de posições, porém dá enfase aos artigos...