Bigodes ao léu – Laerte

Florais para baixa energia

Florais para baixa energia
Vanguarda abolicionista – Marcio de Almeida Bueno

‘Testes’ em animais dão resultado

Em sua obra ‘The encyclopedia of serial killers’, Michael Newton destaca os chamados ‘sinais de aviso de tendências violentas’, pontos em comum entre grande parte dos assassinos em série, geralmente detectáveis na infância. “Embora as generalizações sejam admitidas como perigosas, os psicólogos há muito reconheceram determinados comportamentos infantis ou adolescentes como sintomas de violência a surgirem na fase adulta. A tríade freqüentemente citada de sinais de aviso, incluindo incêndio criminoso, crueldade com animais e enurese adolescente persistente (molhar a cama), foi originalmente identificada em um único caso anônimo na década de 1940, mas o tempo provou, pelo menos, a validade geral de todos os três sintomas como indicadores de uma criança com sérios problemas mentais/emocionais.”
Faltou falar! – Paula Schuwenck

Um cão para Obama

Por pós-conceito dos estadunidenses e seus consumos exagerados, presidentes abobados e outras tantas más características, eu jamais pensei que a maioria fosse apoiar que o futuro cachorro do novo presidente deva vir de um abrigo. Mas é verdade. Uma pesquisa realizada pela CNN apontou que 13% da população prefere que Obama adote um cão em vez de comprá-lo em um pet shop. Desses, 9% acham que o ideal é um vira-lata. Segundo o próprio Obama, um vira-lata como ele: 'Nossa preferência seria ter um cachorro abandonado, mas, obviamente, muitos cachorros abandonados são vira-latas como eu”. O mas nesta frase diz respeito a uma de suas filhas que tem alergia e, por isso, a preocupação em encontrar a raça que não a prejudique. Mas Obama pode ficar despreocupado. São muitas opções. Os canis dos Estados Unidos recebem, em média, 7 milhões de cachorros abandonados por ano. Segundo matéria da BBC Brasil, só em Nova Yorque 44 mil gatos e cachorros são abandonados todos os anos e, nessa época de crise, esse número é ainda maior. Por doenças, contenção de gastos, falta de espaço ou cuidados, muitos desses animais são sacrificados.
Abolicionismo Animal

Abolicionismo Animal

Parece estranho, à primeira vista, ligar a palavra “abolicionismo” à palavra “animal”. Abolicionismo no Brasil é um termo ligado sempre à princesa Isabel, ao 13 de maio de 1888 e à Lei Áurea. Até hoje existem formas de escravidão humana no Brasil: em fazendas, no tráfico sexual etc. Tudo fora da lei e reprimido quando descoberto. Mas tudo isso se torna pequeno perto da verdadeira escravidão – legalizada - de nossos tempos.
Renata Martins

Animais silvestres: podemos tê-los em casa? (parte II)

Prosseguindo nossa análise sobre a presença de animais silvestres em residências que iniciamos na semana passada, como se pets fossem, apresentamos a seguir mais algumas perguntas e respostas. E aquele animal que eu vi em péssimo estado sendo vendido na beira da estrada? Comprar um animal por dó definitivamente não ajudará em nada. Muito pelo contrário. Servirá de incentivo para que o criminoso disponha de novos animais para venda, já que é fácil fazê-lo. O ciclo infindável do tráfico sendo incentivado. Ah, então se eu quero muito ter um animal silvestre, o certo é ir até o IBAMA e adotar um que tenha sido apreendido?
Tao do bicho – Paula Brügger

Rock and roll e vegetarianismo: “Meat is Murder”!

“Meat is Murder”, lançado em fevereiro de 1985, foi o terceiro álbum da banda britânica The Smiths. Brilhante e muito bem-sucedido, o álbum ocupou a primeira posição nos principais canais da Grã-Bretanha durante 33 semanas e a primeira posição em canais alternativos por 64 semanas, algo sem precedentes! E mais, o título do álbum abriu os olhos de muitos jovens para a violência e brutalidade presentes em nossas escolhas alimentares baseadas em ingredientes provenientes de animais. 'Meat is Murder' lamenta em tom de luto a desnecessária morte de seres sencientes, isto é, aqueles capazes de experimentar alegria, dor, medo etc. A letra começa dizendo que “os lamentos chorosos da novilha são como o choro e os gritos humanos e que a bela criatura tem que morrer, embora sua morte seja sem razão. E morte sem razão é assassinato” (o verbo em inglês “to cry” pode ser chorar ou gritar)
Educação e desenvolvimento – Henri Kobata

Sobre sapatos e cachorros

A mídia internacional, ao considerar que o presidente americano foi desrespeitado como autoridade e como ser humano ao ser comparado a um cachorro, mostrou que vivemos ainda numa sociedade que acredita, no fundo da sua alma, que o homem é um ser superior em relação à vida dos animais, às outras vidas da natureza. E isso é muito mais grave do que se imagina. Lembra Tom Linzey, diretor-executivo da Environment Legal Defense Fund, que ao acreditar nessa falsa premissa é que a sociedade humana vive a situação extrema em que se encontra. Que enfrentamos as desgraças sociais e naturais de hoje, porque o ser humano pensa e age como se fosse superior, como se fosse proprietário de tudo o que existe na Terra, desde a vida dos animais, dos vegetais, da água, do ar, dos rios, dos lagos e de todas as terras, até as montanhas e florestas.
Palavra animal –Nina Rosa Jacob

Vento favorável

'Se o homem não sabe a que porto se dirige, nenhum vento lhe será favorável” (Sêneca). Você sabe a que porto se dirige? Já ouvi indivíduos justificarem seus atos responsabilizando terceiros. Já ouvi até frases como: “gostaria de ser vegetariano, mas não sou porque na minha casa ninguém o é”. Por que entregar a outros o controle de sua vida?
Direitos animais – Bruno Müller

Por que veganismo?

POR UMA QUESTÃO DE COERÊNCIA. Uma vez que tenhamos despertado para uma realidade, precisamos agir em conformidade com o que descobrimos. Conhecimento sem aplicação não tem qualquer valor – é mero exercício estético, soberba, “saber por saber”, egocentrismo. O conhecimento implica responsabilidade. E aí reside simultaneamente a solução e o problema. Solução porque o ser humano deve aprender a ser responsável. Responsável por seus atos, por seus semelhantes, pela sua morada. Mas ele também aprendeu a aceitar sem questionar a realidade que lhe é imposta. Acomodar-se. Nesse sentido, o governo é também uma benesse e uma maldição. Pois o ser humano se sente mais seguro tendo um governo para delegar responsabilidade e pôr a culpa.
Crônica

Burro abandonado se recupera no Algarve e já ‘percebe’ inglês

Já estamos a gravar? Certo. Testando: a dizer: um, dois, três... testando. Contam a línguas soltas que sou um burro. Mas 'burro' não sou. Meu nome é 'Branquinha', tenho já meus 30 anos, cheguei a 150 quilos e meu pêlo é alvo, a imaginar-se pelo nome que ganhei. Sou dócil e tenho apetite de leão. Quando fui resgatado pelo meu amigo inglês, Sir Peter Lander, é bem verdade que estava magro, desvalido. Por aqueles dias pensava que fosse morrer. Depois de tantos anos servindo meu antigo dono, trabalhando pesado nos campos que eu o ajudei a cultivar, vi-me só. Ele não me queria mais. Talvez tenha pensado que eu não daria conta do serviço por avançar nos anos ou impacientou-se.