Rafael Jacobsen

Cheios de boas intenções

O que há de comum entre a modelo Isabeli Fontana, o ornitólogo Alexandre Aleixo e um macaco bonzinho? Para responder essa pergunta, aparentemente sem nexo, é melhor conhecermos um pouco mais de cada um deles.
Bichos – Martha Follain

Os gatos na Idade Média

A Idade Média teve início, na Europa, com as invasões bárbaras (germânicas), no século V, sobre o Império Romano do Ocidente, e com a desintegração deste, em 476 d.C. (século V). Essa época estende-se até o século XV (1453 d.C.), com a queda de Constantinopla – quando houve uma retomada comercial e o renascimento urbano.
Vanguarda abolicionista – Marcio de Almeida Bueno

Dia Mundial Sem Carne ou ‘o populacho sabe o que quer’

Hoje, 20 de março, é para ser o Dia Mundial Sem Carne. Um dia, apenas, sem que haja um porco fervido dentro de tonéis nos matadouros, ainda zonzo e sem ter sido abençoado pelo toque final da morte rápida. Um dia sem galinhas penduradas pelas patas, de cabeça para baixo, nem vacas em pânico frente o cheiro de sangue no concreto. Sem baldes de sangue. Sem peixes se debatendo na rede, nem siris cozidos vivos em restaurantes frequentados por gente fina, elegante e sincera. Mas não foi o que eu vi.
Socorro Ruelas -de Paris

Fundação Brigitte Bardot realiza na França campanha contra comércio de pele de animais

Em um subúrbio localizado ao norte da região parisiense, o termômetro da rua marca um grau negativo. Ali uma menina espera o ônibus 354, que naquele momento pára na frente dela. De repente, seu olhar se volta a um anúncio colado do lado de fora do ônibus: Olhe como eu sou chique, vale a pena teu sacrifício. Um casaco = 10 focas. Comprar a pele é comprar a morte.
Desobediência Vegana – Ellen Augusta Valer de Freitas

De vegano para vegano

Todos sabem o quanto é difícil viver neste planeta com um mínimo de consciência de si mesmo e do mundo. Ao adquirir consciência, tendemos a ir a um caminho sem volta, e usarmos esta consciência para poder ter o melhor do mundo e sobreviver a ele. Ser vegano no planeta Terra é viver em um mundo onde o uso de animais é tão óbvio quanto respirar. E temos que conviver diariamente com pessoas que pensam dessa forma, pois foram ensinadas e condicionadas a tal.
Direitos animais – Bruno Müller

Da autoconsciência e da senciência – Parte 1

Que animais sentem dor e são dotados, em diferentes graus, de senciência, é uma questão virtualmente consensual entre estudiosos e debatedores da questão animal. Uma outra questão, bem mais controversa, diz respeito à existência de autoconsciência e o papel que esta exerce na atribuição de direitos aos animais. Neste debate evidencia-se como em muitas circunstâncias o bem-estarismo está muito mais próximo do onivorismo que do abolicionismo, e acaba por fim servindo como força auxiliar do onivorismo, em vez de contribuir, como eles alegam, como uma via realista, reformista, incremental para a abolição da exploração animal.
Tamara Bauab

Patriarcado e o estupro da natureza

O patriarcado tem se mostrado como uma espécie de doença que impregna nossa sociedade e que vem de longe, arrastando-se há séculos ao longo da história humana. Há, em meio a seu contexto, uma profunda relação entre a exploração da natureza e a exploração feminina, e tal hierarquia promove um longo império de destruição e sofrimento. Mulher e natureza são elementos profundamente ligados e universalmente desvalorizados pelo patriarcado, desde que este passa a introduzir a desigualdade e o domínio sobre todas as formas de vida. A domesticação dos animais e a apropriação da terra são expressões da organização social racionalista que prioriza o gênero macho controlador sobre o gênero feminino, visto como selvagem, intuitivo e sexual.
Viviane Pereira

Um direito meio torto – 30 anos depois

Está lá na Declaração Universal dos Direitos dos Animais, proclamada no dia 27 de janeiro de 1978 em assembléia da Unesco, no artigo 1º: “Todos os animais nascem iguais perante a vida e têm o mesmo direito à existência”. Partindo do princípio de que a palavra “todos” envolve TODOS os animais, não precisaríamos de mais nenhum artigo – especialmente do que fala sobre animais criados para alimentação. Bastaria que as pessoas olhassem para todo e qualquer animal como olham para seu bichinho de estimação.
Faltou falar! – Paula Schuwenck

Pesca e mudanças climáticas

Não é de hoje que a pesca traz sérios problemas ao meio ambiente, mas somente há pouco tempo a mídia resolveu dedicar atenção a este assunto. Em poucos dias, li diversas matérias sobre a relação da pesca exacerbada com as mudanças climáticas. Segundo a Folha de S. Paulo, um relatório do Estado da Pesca Mundial e Aquacultura (SOFIA) concluiu que a sobrepesca, diminuição do número de peixes para abaixo do nível aceitável, precisa de atitudes drásticas. Afirmou, também, que “as modificações no clima já estão atingindo as espécies de animais e plantas que vivem no mar. As que vivem em águas mais quentes estão sendo empurradas para os polos e experimentando mudanças no tamanho do seu habitat e em sua produtividade'.
Vanguarda abolicionista – Marcio de Almeida Bueno

Thoreau e as cotoveladas

É difícil estar em um mundo com o qual não se concorda, em grande parte. Todos têm divergências com o resto do planeta, mas a grande maioria apenas leva a vida no silêncio, no conformismo e na repetição quase automatizada daquilo que acredita ser o substrato da existência - trabalhar, fazer compras, assistir televisão, ir à praia no verão etc. Em breve chegará a Páscoa, e com ela a tradição de se acotovelar nos supermercados e magazines para garantir à família o melhor ovo de chocolate, pela melhor oferta. Mais úberes de vaca vão ser espremidos, para dar conta da demanda de 'ingredientes' para o famigerado chocolate ao leite, na minha visão. O resto é 171 para distrair a população com alguma coisa doce para comer.