Vanguarda abolicionista – Marcio de Almeida Bueno

Terceira Lei de Newton ou “Ai, que ódio desses veg!”

A reação àqueles que assumiram sua posição pró-animais é um fenômeno que, no mínimo, desenha o contorno do medo que essas ideias estão causando. Enquanto aqui no Brasil a coisa se limita ao virtual – geralmente perfis falsos de gente posando de pitbull raivoso ou filósofo no Orkut –, no exterior as dimensões estão começando a beirar a paranoia. Nos Estados Unidos, leis antiterrorismo estão sendo habilmente utilizadas para barrar o ímpeto de muitos ativistas, induzindo o cidadão médio a pensar que todo vegano é um potencial criminoso, capaz de montar um artefato explosivo na casa de pesquisadores que estão encontrando a cura do câncer infantil etc.
Direitos animais – Bruno Müller

Limites éticos e práticos dos discursos transversais na defesa do veganismo

Uma vez um onívoro me perguntou: “Se sua vontade é divulgar o vegetarianismo e fazer das pessoas vegetarianas, por que você não usa como argumentos, para convencê-las, questões que interessam a elas, como a saúde ou o meio ambiente? Afinal, as pessoas são egoístas e não vão mudar apenas por respeito aos animais”. O texto de hoje é uma resposta a essa pergunta.
Eu sou animal – Dagomir Marquezi

O terrível exterminador de formigas

Eu devia ter uns 7 ou 8 anos e estava em plena idade de Calvin. Calvin, aquele garotinho das tiras em quadrinhos que de vez em quando se imagina um monstro destruidor de cidades. Eu morava numa casa com um pequeno quintal de terra. Aquele quintal era meu mundo e nele eu mandava. Durante uma das minhas férias surgiu no quintal um grande formigueiro. Eu, a princípio, fiquei fascinado com aquele vai-e-vem disciplinado, aqueles insetinhos em fila carregando folhas e sementes e entrando por buraquinhos na terra.
Trópico Vegano – Kelston Chaves

Quinoa com abobrinha, tofu e tomate

Quinoa é um dos alimentos mais completos que existem. Contém todos os aminoácidos essenciais e é riquíssimo em proteínas. Os aminoácidos essenciais são aqueles que nosso corpo não produz e por isso devem vir da alimentação. É originário da região andina na América do Sul e cultivado há mais de 8 mil anos. É considerado pelos incas como chisaya mama, ou "mãe de todos os grãos".
Cidadania – Rosana Gnipper e Andresa Jacobs

Espécies exóticas “invasoras” (*): em defesa da vida dos javalis no Paraná

Ao final de 2008 foi divulgado na imprensa que o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) realizaria ações de captura e matança de javalis no Parque Estadual de Vila Velha (PEVV), localizado na região dos Campos Gerais, município de Ponta Grossa, interior do Paraná. A iniciativa reflete uma vontade política por parte do IAP em erradicar as “espécies exóticas invasoras” de todo o estado, que até o momento tinha como alvo somente as espécies vegetais. Mais um desafio para o movimento de defesa animal, pois o javali, dentre tantas outras espécies, é considerado uma espécie exótica “invasora”, ou seja, que não pertence à fauna brasileira inserida proposital ou acidentalmente no país.
Faltou falar! – Paula Schuwenck

A vez dos cangurus

Eu fiquei perplexa ao ler uma matéria na Folha de S. Paulo, cujo título diz: “Pesquisadores recomendam carne de canguru para combate ao aquecimento na Austrália”. O primeiro ponto a ser destacado é a absurda ignorância desses pesquisadores ao acharem que soluções locais resolverão um problema global. Não é necessário ser phD para compreender que o aquecimento global não ocorre apenas na Austrália. Em vez de focarmos nossos esforços para as soluções pertinentes ao aquecimento global, que realmente sejam concretas e cabíveis, há quem sugira trocar o animal para abate. Simples assim. Não coma mais boi, agora coma canguru. Se você é vegetariano, vai ficar espantado. Se não é, talvez salive ao saber que a carne de canguru é “light” e esse será o principal argumento para as massivas campanhas a favor do consumo.
Eu sou animal – Dagomir Marquezi

Pior que um animal

Chegou ao fim uma das mais ofensivas novelas de todos os tempos – pelo menos no que se refere aos animais. Foi a novela em que o herói diz na cara da vilã: “Você não é humana. Você é um animal. Aliás é pior que um animal!”. O que é ser “pior que um animal”? Um animal é sinônimo do quê? De coisa ruim, negativa, condenável. Os personagens se xingam de “cachorro”, “bicho”, “anta”, “cobra”, “toupeira”, “rato” etc. O curioso é que estamos em plena tirania do “politicamente correto”. Hoje está praticamente proibido dizer até que uma nuvem é negra – pois isso implica uma visão “racista”.
Viviane Pereira

Pescadores de cachorro

Aos que ainda acreditam que peixe não sente dor e por isso com eles podemos fazer de tudo, existem diversos materiais disponíveis demonstrando o contrário. Só para citar um deles, um resultado de pesquisa publicado em 2003 por cientistas britânicos apontava a primeira evidência conclusiva da dor que os peixes sentem, tendo encontrado áreas na cabeça das trutas que responderam a estímulos destrutivos, além de reações a substâncias nocivas.
Renata Martins

Aspectos jurídicos da utilização do cerol em linhas de pipas

Meses de férias e com ventos fortes: eis o panorama propício para vermos disseminadas pelos céus de todo o país as coloridas pipas (papagaios, quadrados, pandorgas ou como preferirem!). Falando-se dessa maneira até tenho uma tendência à nostalgia, lembrando-me quando crianças eram inocentes e se divertiam com esse colorido nos céus, andavam descalças e respeitavam os adultos. Mas, deixando de lado o romantismo de outrora, hoje em dia sabemos que empinar pipa não é mais uma brincadeira de criança.
Tao do bicho – Paula Brügger

Todos querem ser livres

No artigo anterior discorri um pouco sobre a privação da liberdade daqueles que nasceram com asas para voar. Mas não só os pássaros anseiam pela liberdade, é claro. Todos os animais, humanos ou não, querem ser livres: cães acorrentados; cavalos atrelados a carroças, ou aprisionados em baias; felinos enjaulados; suínos, aves, mamíferos, como bezerrinhos, encarcerados em cercados minúsculos... Trabalhos de diversos etólogos – que estudaram diferentes animais nas mais variadas situações de privação da liberdade, desde a parcial, até a total – evidenciaram o sofrimento que lhes é provocado não apenas no plano físico, mas também psicológico. E o pior deles – o mais sutil, porque mais “invisível” – talvez seja o dano decorrente da monotonia, uma consequência inevitável de todo e qualquer tipo de confinamento. Os animais não-humanos, assim como nós, procuram a diversidade de sons, sabores, cores, ambientes e atividades.