segunda-feira, agosto 3, 2020
Artigo

A face mais cruel do coronavírus é abandonar, sem nenhuma razão científica, os animais domésticos

Na tragédia global da pandemia do coronavírus, que amedronta e mata, existe um drama agregado. É talvez sua face mais sombria, seu rosto mais...
Daniel Braga Lourenço

Escravidão, exploração animal e abolicionismo no Brasil

1. Servidão Humana: Natureza Jurídica [...] a palavra Escravidão [...] não significa somente a relação do escravo para com o senhor; significa muito mais: a soma do poderio, influência, capital e clientela dos senhores todos; [...] a dependência em que o comércio, a religião, a pobreza, a indústria, o Parlamento, a Coroa, o Estado enfim, se acham perante o poder agregado da minoria aristocrática, em cujas senzalas centenas de milhares de entes humanos vivem embrutecidos e moralmente mutilados pelo próprio regime a que estão submetidos.
Educação e Desenvolvimento – Henri Kobata

O que aprendi numa conversa com Andros, o homem do dinheiro

Ele é um dos sócios de uma importante empresa multinacional que trabalha com tecnologia de ponta. Como muitos empresários bem-intencionados, ele patrocina diversos projetos sociais mundo afora, investindo centenas de milhões de dólares com sentimento respeitável de que algo tem que ser feito para ajudar a construir um mundo melhor.
Escrita libertária - robson fernando de souza

O Morrissey racista e xenófobo que poucos defensores dos animais conhecem

Poucas pessoas sabem, mas o cantor Morrissey, ex-vocalista da banda dos anos 80 The Smiths e conhecido por defender o (proto)vegetarianismo em “respeito” aos animais não humanos, tem um lado racista e xenófobo que complementa sua faceta raivosa de ódio intolerante contra onívoros e “conscientização” por meio da violência.
Philipe Hoare

Todos os zoológicos deveriam ser fechados – as outras espécies têm direitos

O que é necessário para fechar o zoológico? A morte de cerca de 500 de seus prisioneiros em menos de quatro anos?
EXPORTAÇÃO DE ANIMAIS VIVOS

Um negócio cruel e economicamente equivocado

Em 2018, o noticiário foi tomado pelas cenas chocantes de um navio lotado com 27 mil bois. Atracado no Porto de Santos, o navio “Nada”, de 12 andares, tinha como destino o Porto de Iskenderun, na Turquia.
Imagem de uma trilha de trem em meio a um campo
Artigo

As crises e o meio ambiente

A Terra não é um ser morto, inerte e mudo, senão um eloquente ser vivo, um organismo vivente, ...Hoje nos dedicamos a explorá-la brutalmente, a desgastar a...
Sérgio Greif

Em defesa dos direitos animais: Uma análise crítica da argumentação de um filósofo bem-estarista

O presente artigo é uma análise crítica do artigo recentemente publicado por Carlos Naconecy "Bem-Estar Animal ou Libertação Animal?: Uma Análise Crítica da Argumentação AntiBem-Estarista de Gary Francione". Cabe, no entanto, antes de iniciar essa análise critica, esclarecer que a defesa que faço nesse artigo é a defesa dos direitos animais e não do autor criticado em si.
Gary Francione

Direitos humanos e direitos animais: uma combinação perfeita

Caros(as) colegas: “Há problemas humanos demais no mundo; precisamos resolvê-los primeiro e só pensar nos animais depois”. “Primeiro vamos lutar pela paz mundial; depois podemos lutar pelos direitos animais”. Qualquer pessoa que esteja envolvida na defesa animal frequentemente se depara com esses comentários e outros semelhantes. Muita gente me pergunta que resposta eu dou a esses comentários. Primeiro de tudo, ninguém está dizendo que quem está engajado na defesa dos direitos humanos deveria desistir e se engajar na defesa dos direitos animais. Em vez disso, a ideia é que, se aceitamos que os animais são membros da comunidade moral, então devemos parar de comê-los, de usar roupas e sapatos feitos a partir deles, de consumi-los em nossa vida pessoal. Tornar-se vegano não requer que você pare de defender crianças abusadas ou mulheres vítimas de espancamento, nem que você abandone sua militância contra a guerra. Depois de uma palestra sobre direitos animais que eu dei num centro comunitário, uma mulher veio falar comigo e me informou que era voluntária do centro de atendimento a vítimas de estupro e mulheres espancadas. Disse que era muito favorável a tudo que eu tinha para dizer sobre os animais, mas que estava totalmente ocupada com seu trabalho em prol das mulheres e não sabia como achar tempo para se envolver com os direitos animais. Eu lhe perguntei: “Você tem tempo para comer, não tem?” Ela respondeu: “Claro que sim!” “Você usa roupas, xampus e outros produtos?” “Sim, claro. Mas o que isso tem a ver com o assunto?” Tem tudo a ver. Eu lhe expliquei que, se ela realmente levasse a questão animal a sério, tudo que ela precisaria fazer seria parar de consumir animais como comida e vestuário, parar de usar produtos que contivessem animais ou fossem testados neles, e parar de frequentar qualquer tipo de entretenimento que os utilizasse. Se ela nunca fizesse mais nada quanto à questão animal, o ato de se tornar vegana e o exemplo que ela estaria dando aos amigos e à família constituiriam, eles próprios, importantes formas de ativismo que de modo algum interfeririam com seu trabalho em defesa das mulheres.Tornar-se um defensor da abolição é algo que você pode fazer na sua próxima refeição. Segundo, é um erro achar que as questões da exploração humana e da exploração animal sejam mutuamente excludentes. Ao contrário, todas as formas de exploração estão inextricavelmente ligadas. Toda exploração é uma manifestação da violência. Toda discriminação é uma manifestação da violência. Enquanto tolerarmos qualquer tipo de violência, haverá todo tipo de violência. Conforme observou o romancista Leon Tolstói: “Enquanto houver matadouros, haverá campos de batalha”. É claro que Tolstói estava absolutamente certo. Enquanto nós, os humanos, considerarmos normal matar animais para comida, não tendo nenhuma justificativa para isso, a não ser o prazer frívolo que obtemos ao comer ou usar animais, nós consideraremos normal fazer uso da violência quando acharmos que algo mais importante está em jogo. E o inverso também vale: enquanto tolerarmos o racismo, o sexismo, o heterossexismo e outras formas de discriminação, haverá especismo. Por esta e outras razões, uma coisa importante é que os defensores dos animais nunca deveriam se ver como ativistas “de um tema só”. O especismo é moralmente objetável porque, como o racismo, o sexismo e outras formas de discriminação, exclui os seres do escopo da preocupação moral, com base num critério irrelevante. Não faz a menor diferença se esse critério irrelevante é a raça, o sexo, a orientação sexual ou a espécie. Não podemos dizer, sensatamente, que nos opomos ao especismo mas apoiamos, ou não temos nenhuma posição sobre, outras formas de discriminação. Somos contra o especismo porque o especismo é como o racismo, o sexismo e outras formas de discriminação. Nossa oposição ao especismo implica, de maneira lógica, uma rejeição a essas outras formas de discriminação. De novo: isso não significa que os defensores dos animais devem parar de trabalhar pelos animais e se tornar defensores dos direitos humanos. Significa, no entanto, que eles devem sempre deixar claro, para as outras pessoas, que eles se opõem a todas as formas de discriminação--e eles não devem jamais praticar a discriminação em sua vida pessoal. Terceiro, muitas pessoas altruístas querem mudar o mundo, o que é admirável, mas elas não veem que a mudança mais importante ocorre a partir do indivíduo. Como dizia Mahatma Gandhi: “Você precisa ser a mudança que quer ver no mundo”. Se você quer um mundo não-violento, precisa abraçar a não-violência na sua própria vida. O veganismo é um importante componente de uma vida não-violenta, já que, sem sombra dúvida, toda comida de origem animal e todos os outros produtos feitos com a exploração animal são resultados da violência. Outra boa frase de Tolstói: “Todos pensam em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si próprio”.
ELIANE BRUM

Todo inocente é um fdp?

Lembro uma cena do primeiro filme da trilogia Matrix, ícone do final do século 20. Os membros da resistência eram aqueles que, em algum momento, enxergaram que a vida cotidiana era só uma trama, um programa de computador, uma ilusão. A realidade era um deserto em que os rebeldes lutavam contra “as máquinas” num mundo sem beleza ou gosto. Fazia-se ali uma escolha: tomar a pílula azul ou a vermelha. Quem escolhesse a vermelha, deixaria de acreditar no mundo como nos é dado para ver e passaria a ser confrontado com a verdade da condição humana.
DAVID ARIOCH

Pandas estão fora de risco de extinção

De acordo com a Administração de Florestas e Pastagens da China, os ursos pandas estão fora de risco de extinção.
Vitória

Pingo de Compaixão: o porquinho que abriu precedentes na luta pelos direitos animais

Por Mariana Guimarães* A notícia de que um porquinho resgatado, ainda filhote, teve a sua individualidade reconhecida enquanto sujeito de direitos foi recebida com olhares...