sexta-feira, julho 10, 2020
Sérgio Greif

O modelo animal

Se um pesquisador propusesse testar um medicamento para idosos utilizando como modelo moças de vinte anos; ou testar os benefícios de determinada droga para minimizar os efeitos da menopausa utilizando como modelo homens, certamente haveria um questionamento quanto à cientificidade de sua metodologia. Isso porque assume-se que moças não sejam modelos representativos da população de idosos e que rapazes não sejam o melhor modelo para o estudo de problemas pertinentes às mulheres. Se isso é lógico, e estamos tratando de uma mesma espécie, por que motivo aceitamos como científico que se teste drogas para idosos ou para mulheres em animais que sequer pertencem à mesma espécie?
Nutrição vegetariana – George Guimarães

Orientando o paciente vegetariano: uma questão de informação

O vegetarianismo ganha cada vez mais adeptos no Brasil e para orientar estas pessoas os nutricionistas precisam estar bem informados sobre o assunto. Se você é nutricionista, esteja atento às questões nutricionais críticas em uma dieta vegetariana e mantenha-se informado para não propagar mitos infundados. Se você é vegetariano e busca um nutricionista para orientá-lo, saiba o que esperar de um profissional preparado para lidar com o tema.
Eu sou animal – Dagomir Marquezi

Uma questão de pele

Só gente muito rica (e egoísta) pode querer se exibir num casaco de pele de marta vendido a 24 mil dólares pela Oliver Furs, do Canadá. O uso desses casacos está em plena decadência. Ela depende de uma pequena elite social e econômica. Depende também de estilistas e modelos sem coração.
Renata Martins

Crimes contra a fauna são inafiançáveis?

É comum a divulgação, inclusive pela imprensa, de que os crimes contra a fauna, especialmente o tráfico de animais silvestres, são inafiançáveis. Mas será que esta assertiva procede?
Palavra animal –Nina Rosa Jacob

O mal nunca é necessário

Nem sempre refletimos sobre as conseqüências de nossos atos. Ao pagarmos para que outros executem sua morte, nem sempre lembramos que assim sustentamos uma indústria que lucra com a prática da violência.
Questão de Ética - Sônia T. Felipe

Igualdade para os animais: com direitos, ou sem eles?

O debate ético contemporâneo sobre o estatuto de animais não-humanos tem se mostrado fértil em, pelo menos, duas perspectivas filosóficas distintas: a que defende a igualdade dos interesses sencientes animais, por considerá-los da mesma ordem dos interesses humanos sencientes, reconhecidos como dignos de consideração moral; e a que defende direitos animais, independentemente de serem sencientes, ou não, os interesses protegidos por lei.
Joan Dunayer - tradução autorizada: Juliana Marques

Peixes: uma sensibilidade fora do alcance do pescador

Blackie, peixe vermelho da variedade kinguio, nadava com muita dificuldade devido a uma grave deformação. Big Red, peixe vermelho maior, notou sua angústia. Desde o instante em que Blackie foi colocado em seu aquário na loja de animais, Big Red começou a notá-lo. Big Red supervisiona sem descanso seu amigo doente, levanta-o suavemente nas suas costas grandes e passeia com ele pelo aquário, conta um jornal sul-africano em 1985.
Cidadania – Rosana Gnipper e Andresa Jacobs

Ação política: um exemplo na prática

Em 2004 fomos chamados pelo IAP – Instituto Ambiental do Paraná, órgão subordinado à Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, por intermédio do então representante do Conselho Gestor da Ilha do Mel, hoje superintendente do Ibama Paraná, Sr. José Álvaro Carneiro, para colaborar na elaboração de um projeto para o controle da população de cães e gatos na Ilha do Mel, litoral do Paraná, pertencente ao município de Paranaguá. Na ocasião havia a opção de retirada dos animais existentes, que seriam levados para o continente, com a justificativa de que o local é de preservação ambiental e não comporta animais domésticos.
Bigodes ao léu – Laerte

O gato e a gata

Buraco negro
Andrew Linzey - Tradução: Sônia T. Felipe

Os direitos divinos do animais

Para a teologia católica, fundada como ela é na escolástica, os animais não têm estatura moral. Se temos alguns deveres em relação a eles, são deveres indiretos, devido a certos interesses humanos envolvidos. Animais não são racionais como os seres humanos, e, portanto, não podem ter almas imortais. Mesmo a escolástica mais fervorosa admite hoje, provavelmente, que os animais sentem alguma dor, mas, se a sentem, sua dor não é vista como moralmente relevante ou verdadeiramente análoga à dor humana.
Sérgio Greif

Ciência Ética

A utilização de animais em experimentos vai de encontro aos interesses particulares desses animais. E então retornamos à pergunta: “Por que que a ciência não pode ser ética?”. A resposta para a pergunta é que a ciência não apenas pode ser ética, a ciência deve ser ética. A ética é pressuposto da boa ciência e a ciência deve estar acima de tudo condicionada à ética.
Renata Martins

Animais em circos: arte e cultura?

A origem da utilização de animais em circos ou espetáculos assemelhados tem suas raízes na Grécia antiga e no Egito, quando, na volta de guerras, os povos traziam consigo animais exóticos em carreata, para comprovar quão longe haviam ido. Ganharam força no Império Romano, três séculos antes de Cristo, quando, em arenas de batalhas, gladiadores exercitavam a força e a brutal violência natural e inerente a um período em que o poder dava-se aos vencedores de lutas e guerras, e, portanto, nenhum valor cultural ou artístico pode ser atribuído a essa prática.