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terça-feira, abril 7, 2020
Eu sou animal – Dagomir Marquezi

Responsabilidade Gastronômica

Há alguns anos, eu trabalhava numa revista masculina e por acaso chegou até mim a coluna de gastronomia, antes que fosse publicada. Meus olhos passaram correndo pelas linhas, mas ficaram paralisados numa dupla de palavras – “sushi vivo”.
Anderson Reichow

Vocação para o declínio

Um filósofo escreveu que o conflito entre a animalidade e a animalidade do homem é o conflito definitivo, que governa qualquer outro. Vou pegar essa ideia e articulá-la ao contexto do meu pensamento atual. Ontem assisti ao 'Curioso caso de Benjamin Button'. Para revelar o mínimo, trata-se de um homem que nasce velho e vai rejuvenescendo. Isso quer dizer mais do que o óbvio: na história, o percurso de perfectibilidade do homem é invertido. Benjamim é alguém que, após uma vida no mínimo estranha, está caminhando rumo à própria e frágil animalidade nua. Um animal imperfectível, ao fim dos anos.