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quinta-feira, abril 9, 2020
Questão de ética – Sônia T. Felipe

Ética e interpretação

Palavras nada mais são do que palavras? E o que são elas, de fato? Há mais ou menos 400 anos, o filósofo inglês Thomas Hobbes descreveu a função da palavra: guardar imagens, arquivá-las, e mantê-las vivas para repassar a outras mentes humanas conteúdos objetivos de experiências nossas, conteúdos subjetivos de experiências mentais privativas de quem as vivencia. Por isso, quando se afirma que discutir conceitos é pura perda de tempo, erra-se. Não há humanidade sem palavras. Sem elas, teríamos, cada um de nós, de começar do zero o entendimento das noções essenciais à consciência de si e à interação com a consciência do outro. Não há possibilidade de ética sem clareza conceitual. E essa custa a ser forjada, porque cada um de nós tem arquivos com palavras que nem sempre significam a mesma coisa para os outros. Por isso, debater é fundamental. Silenciar o debate é matar a humanidade, pois destrui a subjetividade. Mas, debater apenas para impor os arquivos da própria subjetividade também não leva a melhor acerto. Para se ter um projeto moral compartilhado é preciso passar pela desconfortável experiência de esclarecer o que as palavras significam. Sem tal clareza não formamos um conceito objetivo. Sem um objeto comum bem definido não temos um objetivo ao qual destinar o benefício de nossas ações.
Caroline Zerbato

Do cativeiro à liberdade: como ajudar a mudar a vida de elefantes explorados pela indústria do entretenimento

– In captivity, they can’t find their own space. A frase é de Scott Blais, que eu poderia chamar de presidente do Global Sanctuary for Elephants, ou cofundador do The Elephant Sanctuary in Tennessee, ou um dos responsáveis pelo desenvolvimento do Santuário de Elefantes Brasil, ou de mais outros tantos títulos chiques que ele acumula ao longo de seus mais de 20 anos de experiência com elefantes.
Escrita Libertária - Robson Fernando de Souza

Alerta pelo ativismo contra as semanas pró-alimentos de origem animal

Na tentativa de amplificar ainda mais o consumo de alimentos de origem animal, sob o pretexto de “gerar emprego e renda” e “movimentar/aquecer a economia”, o governo federal e/ou associações pecuaristas vêm fomentando semanas de incentivo ao consumo de determinados itens. Atualmente existem a governamental Semana do Peixe e a privadamente lançada Semana da Carne Suína, e há uma probabilidade muito alta de haver, num futuro próximo, semanas dedicadas a carnes como a bovina, de frango e caprina; aos leites e ovos de animais de diversas espécies e também ao mel de abelha. É mais que necessária a intervenção de um devidamente focado ativismo vegano-abolicionista nas próximas edições dessas semanas. Em tais períodos, as carnes incentivadas ganham generosos descontos em diversas redes de super e hipermercados e uma diversidade ainda maior de tipos, por exemplo, de carnes suínas e peixes “comestíveis” é divulgada. Como consequência, os consumidores onívoros tenderão a continuar comprando-as, mesmo que elas voltem aos preços anteriores, uma vez que terão apreciado o seu sabor. E por tabela os pecuaristas e pescadores ganham muito mais dinheiro e mais lucros permanentes, graças ao aumento do consumo de carnes auxiliado por essas semanas promocionais.
Direitos Animais na Prática - Sérgio Greif

Zoológicos

Na presente data em que escrevo este texto, 20/08/14, me dirijo à Limeira (SP) para ministrar palestra sobre animais de zoológicos. Trata-se de um tema sobre o qual sempre nos cabe refletir, ainda mais quando são tantas denúncias e tantos incidentes envolvendo esses empreendimentos que nos chegam a cada dia. A noção romântica que muitas pessoas possam ter destes parques está longe da realidade. Estes não são locais de lazer, educação ambiental ou pesquisa, mas de sofrimento interminável para os animais.
Dr. pedro. a. ynterian

A ingratidão de uma Universidade Norte-Americana

Na Universidade de Emory há o Centro Yerkes de Primatas, que, durante mais de 50 anos, tortura chimpanzés em experiências médicas, de acordo com...
Eu sou animal - dagomir marquezi

Tatu-bola já perdeu a Copa do Mundo

Entre os muitos equívocos da Copa do Mundo de 2014 está a escolha do tatu-bola como seu mascote. Fuleco não se parece com um tatu, tem cara de personagem de desenho japonês e seu nome é a improvável junção de “futebol” com “ecologia”.
Anderson Reichow

Devo(ra)ção canina

Andaram passando a faca na goela da cachorrada em São Paulo. Alguns policiais chegaram ao local do holocausto a tempo de tirar da coleira um exemplar canino bem robusto – um rottweiler. Era grande o tal bicho, quase um boi. Uma hipérbole-metáfora bem representativa, se alguém ousasse proferi-la naquele pátio imundo.
Defesa dos Animais – Daniel Braga Lourenço

Quando o guardião humano vai embora

A situação de abandono de animais no interior de casas ou apartamentos é uma ocorrência infelizmente bastante comum e, ao mesmo tempo, lamentável sob todos os aspectos. Os animais ficam privados de alimentação e abrigo adequado e, principalmente, dos cuidados e do carinho necessário.
Escrita Libertária - Robson Fernando de Souza

A oposição do veganismo interseccional à dicotomização de causas animais e humanas faz com que ambas deem certo

Tem sido muito comum pessoas que não entendem o veganismo interseccional (VI) chamarem os defensores dessa vertente de "adeptos do humans first" e os acusarem de "escolher os humanos" quando há supostamente um dilema entre qual categoria defender ou prejudicar. Justamente por não compreenderem - nem, muitas vezes, ter a boa vontade de procurar conhecer melhor - o VI, deixam de perceber que ele é um desmontador de dicotomias.
Animao! – Matheus Moura

Horácio

Ele é verde, pequeno, arredondado e mal se veem os braços. Muitos o conhecem, mas poucos sabem que ele é vegetariano. Isso pode até mesmo soar estranho, pois ele por natureza deveria ser carnívoro por se tratar de um tiranossauro. O personagem em questão é o Horácio, criado por Maurício de Souza em 1963, para o jornal Diário de São Paulo.
Direitos Animais na Prática - Sérgio Greif

Universidade Federal do Pará (UFPA) tortura animais em pesquisas

O presente artigo descreve algumas pesquisas conduzidas por grupos de trabalho formados por pesquisadores da Universidade Federal do Pará – UFPA. São projetos que foram submetidos ao Comitê de Ética em Pesquisa com Animais de Experimentação e escritos em sua maior parte na forma passada e não futura (o que nos leva a crer que muitos dos procedimentos já tenham sido realizados nos animais, o que seria uma não conformidade com o estabelecido em lei).
Filber Cristiano Chaves

Lutando contra a vivissecção: duas linhas de argumentos

Na luta contra a vivissecção – o uso de animais em atividades de produção de saber – existem duas linhas de argumentos: uma é científica; a outra, ética. Durante muito tempo, no movimento de proteção animal, existiu uma tendência a se valorizar mais o argumento científico, como aquele que poderá suscitar os resultados mais efetivos, enquanto se minorava o peso do argumento ético.