quinta-feira, novembro 14, 2019
Robson Fernando

“Dono” e “posse”, palavras que não combinam com os animais

Dois vícios infelizmente ainda comuns entre defensores de animais e legisladores, sem falar da população como um todo, são considerar a tutela e responsabilidade de uma pessoa sobre seu bicho de estimação uma “posse” e chamar humanos que cuidam e tutelam animais domésticos de “donos”. Quem nunca falou ou ouviu expressões como “o dono desse cão...” ou “...em prol da posse responsável de animais”? É esse uso extremamente inadequado e vicioso, senão especista, dessas palavras que todos precisam repensar e abolir da relação entre os humanos e os animais não-humanos.
Silvia C. Parisi

Mitos e verdades sobre castração

A castração ainda é um assunto bastante polêmico para os proprietários de animais de estimação. Está associada à imagem de cães e gatos gordos e letárgicos, "cirurgia cruel", "mutilação do animal", etc. É preciso desvendar o que há de falso e verdadeiro sobre a castração e entender bem quando ela é recomendada.
Tagore Trajano

O dever do Ministério Público na defesa dos animais

O Ministério Público é instituição permanente e essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica e também dos interesses sociais indisponíveis . É função do Ministério Público promover o inquérito civil e a ação civil pública, a fim de proteger o meio ambiente e ou interesses difusos e coletivos da sociedade brasileira . Ademais, os promotores e procuradores são os titulares da ação penal pública.
João Ismael Tomaz Mendes

O direito animal sob uma perspectiva histórica

Os animais possuem uma longa relação com o homem, advinda dos tempos pré-históricos. A relação dos humanos com os caninos, por exemplo, tem origem...
Serviço voluntário

A legalidade da Medicina Veterinária Pro Bono

“Pro bono” é uma expressão latina que, traduzida para a língua portuguesa, significa “para o bem”. Mas a que “bem” se refere essa expressão?...
Moda ética - Neide Köhler Schulte

Vegetarianismo & Ecomoda

Em 2003, quando os temas ligados à natureza eram apenas inspiração para as coleções de moda, Marly Winckler, presidente da SVB - Sociedade Vegetariana Brasileira, fez um convite ao curso de Moda da UDESC (Universidade do Estado de Santa Catarina), para apresentação de um desfile “ecológico”, no 36° Congresso Mundial de Vegetarianismo[1]. O evento foi realizado em Florianópolis, no Hotel Resort Costão do Santinho, no período de 8 a 12 de novembro de 2004.
David Arioch

Especismo: um mal que endossa o sofrimento animal

Dias atrás, assisti ao documentário Speciesism: The Movie (Especismo), lançado em 2013 por Mark Devries. E por ser um filme longo que apresenta muitas variáveis e contradições envolvendo o tema, decidi não analisá-lo, mas sim escrever uma matéria baseada nos melhores diálogos e discussões. Ademais, acredito que dessa forma até mesmo quem não é vegano ou vegetariano pode se interessar pelo conteúdo, já que não é preciso despender mais do que minutos. Embora especistas sejam popularmente conhecidos como pessoas que têm animais domésticos, mas se alimentam de outros animais, há um consenso mais criterioso entre pesquisadores, biólogos, filósofos, professores de direito, advogados e escritores que defendem os direitos animais. Eles apontam que especismo é toda e qualquer forma de exclusão baseada na espécie, quando outros seres são privados de fazerem parte de uma comunidade moral.“Quando você pega essa ideia de que eu posso fazer isso com você, então vou fazê-lo, o auge dessa forma de superioridade, ‘um tipo de racismo’, é o especismo”, afirma Bruce Friedrich, diretor de campanhas veganas da ONG Peta e autor do documentário Meet Your Meat, que já foi visto por milhões de pessoas desde 2002.
IGNORÂNCIA

O que Bolsonaro não entendeu sobre veganismo e meio ambiente

Por Luiza Belloni Na metralhadora verbal do presidente Jair Bolsonaro das últimas semanas, uma declaração que chamou atenção foi de nutricionistas e ambientalistas sobre veganismo....
Luis Fernando Pereira

Pessoas especiais adotam animais especiais

O assunto de hoje é dos mais relevantes, e serve como reflexão para todos os simpatizantes da causa animal. Como já falamos anteriormente, a adoção é um ato de amor e responsabilidade. Porém, no meio do processo da adoção de animais nos deparamos com um sentimento, um incômodo, dos mais angustiantes: a busca pelo animal ‘perfeito’. É muito triste observar que a maioria dos adotantes buscam um estereótipo de gatos ou cachorros para levar para casa: devem ser filhotes, quase sempre, e de raça, ou que ao menos lembrem algum animal de raça. Com esta ideia em mente, eles acabam fugindo automaticamente de animais com estética diferentes, de idosos e, sobretudo, de animais com deficiências físicas.
Luciano Rocha Santana

Maus tratos e crueldade contra animais nos centros de controle de zoonoses

Este artigo originou-se no Inquérito Civil nº 025/98, instaurado pelo Ministério Público do Estado da Bahia, através da Primeira Promotoria de Justiça do Meio Ambiente de Salvador, para apurar denúncia das associações protetoras dos animais a respeito dos maus tratos e sacrifício sistemático e indiscriminado de cães realizado pelo Centro de Controle de Zoonoses da Secretaria de Saúde do Município do Salvador - CCZ/SMS, veiculada pelos periódicos A Tarde e Tribuna da Bahia.
Jonathan Dickstein

Espiritualidade, especismo e a lacuna da simetria ética

A pedra angular do veganismo abolicionista é a consistência, uma simetria entre pensamento, palavra e ação. Uma refutação sonora da visão de mundo abolicionista certamente nega seus deveres éticos correspondentes. Mas a verdade é que nós não os rejeitamos, já concordamos com eles totalmente. O veganismo abolicionista, tal como foi desenvolvido por Gary Francione, baseia-se na ideia simples de que todos os animais, humanos e não humanos importam moralmente. Nós paramos nossos carros na frente de cães, guaxinins e veados, porque reconhecemos que estes animais têm importância. Eles importam primeiro no sentido de que suas próprias vidas significam algo para eles, e esse “significa para eles” produz o reconhecimento em nós que suas vidas também significam algo para nós. Nós intuitivamente entendemos que a forma como nos comportamos em relação aos animais importa, significa alguma coisa. Como Gary Steiner afirma em Animais e os Limites do Pós-modernismo, “A origem dos princípios éticos não é um ponto de vista transcendente isolado. É uma sentida relação de afinidade de vida com outros seres sencientes. “Os princípios éticos derivam desta intuição de “importância”, não o contrário.
ARTIGO

Uma quebra da paradigma: de “coisa” a seres vivos conscientes

Por Luana Michels* Sabidamente, nosso ordenamento jurídico contém dois regimes para regulamentar as relações jurídicas: o de bens e o de pessoas. No entender do...