terça-feira, setembro 17, 2019

“Dono” e “posse”, palavras que não combinam com os animais

Dois vícios infelizmente ainda comuns entre defensores de animais e legisladores, sem falar da população como um todo, são considerar a tutela e responsabilidade de uma pessoa sobre seu bicho de estimação uma “posse” e chamar humanos que cuidam e tutelam animais domésticos de “donos”. Quem nunca falou ou ouviu expressões como “o dono desse cão...” ou “...em prol da posse responsável de animais”? É esse uso extremamente inadequado e vicioso, senão especista, dessas palavras que todos precisam repensar e abolir da relação entre os humanos e os animais não-humanos.

Peter Singer e a visão bem-estarista de que a vida dos animais não-humanos vale...

Alguns defensores dos animais afirmam que não há nenhuma real diferença entre a abordagem abolicionista e a abordagem neobem-estarista de Peter Singer.Já discuti as ideias de Singer em ensaios anteriores publicados neste site (vejam, por exemplo, 1 e 2), assim como em meus livros e artigos, num esforço de ilustrar aquilo que vejo como as diferenças teóricas e práticas significativas entre as nossas abordagens.

O direito animal sob uma perspectiva histórica

Os animais possuem uma longa relação com o homem, advinda dos tempos pré-históricos. A relação dos humanos com os caninos, por exemplo, tem origem...

O dever do Ministério Público na defesa dos animais

O Ministério Público é instituição permanente e essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica e também dos interesses sociais indisponíveis . É função do Ministério Público promover o inquérito civil e a ação civil pública, a fim de proteger o meio ambiente e ou interesses difusos e coletivos da sociedade brasileira . Ademais, os promotores e procuradores são os titulares da ação penal pública.

Uma quebra da paradigma: de “coisa” a seres vivos conscientes

Por Luana Michels* Sabidamente, nosso ordenamento jurídico contém dois regimes para regulamentar as relações jurídicas: o de bens e o de pessoas. No entender do...

Vaquejada e rodeio, patrimônio cultural

Foi sancionada em 29 de novembro a Lei 13.364, que eleva o rodeio, a vaquejada e as respectivas expressões artístico-culturais à condição de manifestações da cultura nacional e de patrimônio cultural imaterial. Consideram-se, ainda, patrimônio cultural imaterial do Brasil as expressões decorrentes, como montarias, provas de laço, apartação, bulldog, provas de rédeas, provas dos três tambores, team penning e work penning, paleteadas e outras provas típicas, como a queima do alho e o concurso do berrante, bem como apresentações folclóricas e de músicas de raiz.

O que Bolsonaro não entendeu sobre veganismo e meio ambiente

Por Luiza Belloni Na metralhadora verbal do presidente Jair Bolsonaro das últimas semanas, uma declaração que chamou atenção foi de nutricionistas e ambientalistas sobre veganismo....

Vegetarianismo & Ecomoda

Em 2003, quando os temas ligados à natureza eram apenas inspiração para as coleções de moda, Marly Winckler, presidente da SVB - Sociedade Vegetariana Brasileira, fez um convite ao curso de Moda da UDESC (Universidade do Estado de Santa Catarina), para apresentação de um desfile “ecológico”, no 36° Congresso Mundial de Vegetarianismo[1]. O evento foi realizado em Florianópolis, no Hotel Resort Costão do Santinho, no período de 8 a 12 de novembro de 2004.

Os animais, portadores de direitos

A aceitação ou não da dignidade dos animais depende do paradigma (visão do mundo e valores) que cada um assume.

A libertação Animal do grupo VEM no extremo norte do país

Em física, movimento é a variação de posição espacial de um objeto ou ponto material no decorrer do tempo. Na filosofia clássica, o movimento é um dos problemas mais tradicionais da cosmologia, desde os pré-socráticos, na medida em que envolve a questão da mudança na realidade. Assim, o mobilismo considera a realidade como sempre em fluxo.

Ana Maria Braga: lagosta viva, consciência morta

Na última segunda feira, 5 de setembro de 2011, dona Ana Maria Braga levou ao programa Mais Você o “chef Batista” para um “workshopping” sobre crustáceos. O vídeo pode ser assistido neste link: http://maisvoce.globo.com/MaisVoce/0,,MUL1672033-10345,00.html

Direitos Animais em venda casada

O presente artigo traz um questionamento de até que ponto pode-se exigir do vegano, defensor dos direitos animais, um posicionamento em relação a questões políticas e ideológicas alheias à própria causa. Podem os direitos animais obedecer às demandas políticas de grupos específicos? Devem os veganos pensar de maneira uniforme sobre todos os assuntos? Trata-se de uma reflexão pessoal do autor e não reflete a opinião do veículo que o publica. Costumeiramente tenho reiterado em minhas colocações que o veganismo e os direitos animais não devem ser associados a correntes políticas, filosóficas, religiosas ou a movimentos sociais, com risco de perda de adeptos. O veganismo é para toda a humanidade e não apenas para grupos de seres humanos que possuem determinados posicionamentos.