domingo, setembro 27, 2020

Saramago: “Pudesse eu, fecharia todos os zoológicos do mundo”

“Pudesse eu, fecharia todos os zoológicos do mundo. Pudesse eu, proibiria a utilização de animais nos espetáculos de circo. Não devo ser o único a pensar assim, mas arrisco o protesto, a indignação, a ira da maioria a quem encanta ver animais atrás das grades ou em espaços onde mal podem mover-se como lhes pede a natureza”, escreveu o controverso escritor português José Saramago em seu blog no dia 20 de fevereiro de 2009.

Amílcar de Sousa: “A carne não é o alimento do homem”

Foi em 1908 que o médico Amílcar Augusto Queirós de Sousa, defensor do vegetarianismo, fundou na Avenida Rodrigues de Freitas, na cidade do Porto, a Sociedade Vegetariana de Portugal. No ano seguinte, Sousa inaugurou a revista “O Vegetariano”, periódico mensal que circulou até 1918 e teve boa repercussão na Europa e no Brasil.

Machado de Assis: “Devíamos adotar o são e fecundo princípio vegetariano”

Machado de Assis era um defensor do vegetarianismo e dos direitos dos animais (Imagem: Reprodução) Machado de Assis era um defensor do vegetarianismo e dos direitos dos animais (Imagem: Reprodução) “Quando os jornais anunciaram para o dia 1º deste mês uma parede de açougueiros, a sensação que tive foi muito diversa da de todos os meus concidadãos. Vós ficastes aterrados; eu agradeci o acontecimento ao Céu. Boa ocasião para converter esta cidade ao vegetarismo”, escreveu o escritor Machado de Assis no primeiro parágrafo da crônica “Carnívoros e Vegetarianos”, publicada na Gazeta de Notícias do Rio de Janeiro em 5 de março de 1893.

Percy Shelley, o primeiro ativista vegano

Em países que não têm o inglês como língua nativa, não raramente o poeta britânico Percy Bysshe Shelley é relegado à sombra de sua esposa Mary Shelley, autora do clássico “Frankenstein”, uma das obras mais famosas da literatura inglesa. No entanto o que pouca gente sabe é que o livro foi baseado nas ideias do escritor romântico, na interpretação do mito de Prometeu aliado à sua filosofia de vida vegetariana, também partilhada por Mary.

Montaigne: “Há um dever geral da humanidade em relação aos animais, que têm vida e sentimento”

O francês Michel de Montaigne foi um dos mais importantes filósofos e humanistas do Renascimento, e entrou para a história como o criador do gênero literário ensaio, situado entre o poético e o didático. No século XVI, inspirado pelo grego Plutarco, a quem via como um mestre, ele criticava a irracionalidade e o preconceito humano em relação às outras espécies. Seu trabalho, muito avançado para a época, influenciou pensadores como Friedrich Nietzsche, René Descartes, Jean-Jacques Rousseau e Isaac Asimov.

Como o romantismo influenciou o veganismo

O romantismo foi a corrente artística que sedimentou o vegetarianismo moderno e o veganismo no mundo ocidental. E não por acaso, já que os escritores da Era Romântica argumentavam a favor de uma dieta isenta de ingredientes de origem animal, levando em conta o estado da humanidade, a saúde e os direitos dos animais, a economia e a divisão de classes sociais.

Agnon: “Quem nos ensina mais do que os animais da terra, e nos faz mais sábios que as aves do céu?”

Shmuel Yosef Agnon é considerado um dos nomes mais importantes da literatura hebraica moderna. Vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1966, o escritor israelense se destacou pela produção de contos e romances que abordam os conflitos espirituais da humanidade e o choque entre tradição e modernidade.
Jornalismo Cultural

Coetzee: “Animais não precisam do meu amor. Não me preocupo com amor, me preocupo com justiça”

“Basta apenas um olhar para que uma criança se torne vegetariana por toda a sua vida” Basta apenas um olhar para que uma criança se...