sábado, julho 4, 2020
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Eco Animal

Formado em História pela UNISINOS – Universidade do Vale do Rio dos Sinos, trabalha como diretor e historiador do Museu Histórico Visconde de São Leopoldo e atua há bastante tempo em defesa do patrimônio histórico e cultural de São Leopoldo. Como ambientalista participou ativamente da UPAN – União Protetora do Ambiente Natural na segunda metade da década de 80 e 90, onde vivenciou inúmeras conquistas na preservação ambiental e na defesa da qualidade de vida na região do Vale dos Sinos. Inclusive, ajudou a fundar dentro da entidade( em 1988) um Grupo de ação Vegetariana que tornou-se pioneiro na defesa da libertação animal e do vegetarianismo no RS e provavelmente do Brasil. Atua em defesa da libertação animal e da conscientização e respeito a todas as formas de vida através de palestras, vídeos, artigos em jornais, sites e revistas. Colaborou para várias entidades proteroras dos animais e atualmente desenvolve seu trabalho na Pro-Animal (http://www.projetoproanimal.com.br/ ou http://blogproanimal. wordpress.com/). Autor do Livro Para Além do Ambientalismo – Uma História em Duas Décadas, que reúne uma seleção dos artigos publicados no Jornal Vale do Sinos entre 1988 e 2008. Contém cinco capítulos: Meio Ambiente, Animais, História, Política e Filosofia.

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Eco Animal

Veganismo não é religião

É muito evidente que nos dias atuais o veganismo tem servido para aglutinar denuncias legítimas em relação à teia de crueldade e exploração dos animais e as devidas reivindicações justas em defesa dos seus direitos.
ECO ANIMAL - MÁRCIO LINCK

Para além da carne fraca

A exploração e o uso de animais na alimentação humana extrapola qualquer explicação aparentemente óbvia sobre saciedade ou necessidade básica a determinada ingestão de calorias ou porcentagem x de proteínas diárias. Mais do que justificar um hábito alimentar em virtude da tradição, da cultura ou do corriqueiro costume por manter um paladar viciado em gordura animal, o fato é que comer carne (músculos, nervos, gorduras e vísceras de cadáveres de animais abatidos) em nossa sociedade transformou-se num verdadeiro dogma inatacável e intransponível. Ai daqueles que ousam atravessar o caminho do bife até o prato ou do hambúrguer de marca famosa!
ECO ANIMAL - MÁRCIO LINCK

A abolição da escravatura "moderna"

Alguns anos antes da abolição da escravatura no Brasil em 1888, conforme o ambiente social e contexto histórico, muitas pessoas talvez se chocassem e até achassem um absurdo alguém propor o fim da escravidão dos negros, o fim das senzalas, dos quilombos, do pelourinho e defender que a cor da pele não servisse de motivo para que seres sensíveis não tivessem direitos, fossem desrespeitados e feridos em sua dignidade.
ECO ANIMAL - MÁRCIO LINCK

Cisão entre veterinários

A publicação do meu artigo “Médicos ou Veterinários do Mal?” aqui na ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais e Jornal VS gerou bastante polêmica e discussão não só no meio veterinário, mas entre simpatizantes e defensores dos direitos animais. O mesmo foi replicado nas redes sociais e vários Conselhos Regionais de Medicina Veterinária, fazendo coro ao CRMV-RS, incluindo o Conselho Federal, publicaram em seus portais, notas de apoio à posição da entidade do RS e repúdio às colocações do referido artigo.
ECO ANIMAL - MÁRCIO LINCK

Médicos ou veterinários do mal?

Creio que a grande maioria dos profissionais que decidiram cuidar da saúde dos animais e assim cursar e formarem-se em medicina veterinária, tomaram essa decisão e origem vocacional motivados por algum carinho e sentimento de zelo e proteção aos animais. É praxe ouvir de um veterinário que desde tenra infância sempre gostou de bichos e que por essa razão não teve dúvidas quanto à profissão escolhida! E após o vestibular vem o ingresso na faculdade, e o aluno se depara com um rol de disciplinas e de práticas que irão botar a prova o dito amor pelos animais.
Eco animal - márcio linck

Fita rosa nas tetas da vaca e o câncer de mama

O Outubro Rosa, que acontece no mundo inteiro, é uma campanha de conscientização que tem o intuito de chamar a atenção sobre o câncer de mama, problema que atinge mulheres em quase todas as faixas etárias, mas principalmente aquelas acima dos trinta anos. Mas interessante é que em quase todas as notícias referentes a essa campanha de conscientização, a grande maioria enfatiza apenas a prevenção através do autoexame ou da mamografia. Muito pouca ênfase na prevenção através dos cuidados com a alimentação, stress, álcool, fumo, obesidade, reposição hormonal, diabetes e hereditariedade. Mesmo nesse último quesito, como diz o cardiologista Fernando Luchese, os fatores genéticos constituem-se como uma bomba relógio que você tenta desarmar ou não, dependo do estilo de vida que leva.
Eco animal - márcio linck

Resgatando porcos pela boca

O acidente do dia 25/08/2015 no trecho oeste do Rodoanel, em Barueri (SP), envolvendo o tombamento de uma carreta carregada de suínos e toda a calamitosa situação envolvendo esses verdadeiros passageiros da agonia, nos levam a pensar e a refletir não somente nos motivos que levaram os animais a estarem naquela situação, como nos muitos desdobramentos a serem almejados para além da ação de socorro aos sobreviventes dessa tragédia. Este caminhão lotado de animais sacudidos pela trepidação extenuante e pelo ruído maçante de um motor potente em movimento é apenas um entre os milhares de veículos que trafegam por esse Brasil afora para completar uma etapa fatídica de toda uma cadeia produtiva relacionada ao consumo de bacon, presunto, linguiça, banha, torresmo, pernil, patê e mortadela suína. Esses produtos postos em cima da mesa para serem consumidos fecham um círculo trágico e torturante desses miseráveis seres desde o nascimento até a morte. Os caminhões que chegam às granjas para transportar por longas horas ou dias esses seres-mercadorias abarrotados, amedrontados e expostos às mais variadas temperaturas, apenas suprem uma demanda por paladares viciados em gordura animal.
Eco Animal - Márcio Linck

Contribuindo para a falta de água através da dieta

O período de seca e estiagem que afeta a região Sudeste, sobretudo o estado de São Paulo, tem causado enorme preocupação não somente entre a população afetada, como também entre as autoridades públicas e especialistas da área ambiental e climatológica. E também não é para menos, já que logo ali adiante situação similar pode ocorrer e se expandir para outras regiões do Brasil, afetadas diretamente por influência dos fenômenos climáticos ambientais da região amazônica, sobretudo dos impactos causados à floresta tropical, tão ameaçada pela ação humana.
Eco animal - Márcio Linck

Roessler e os animais feitos de carne

Em artigo publicado no Correio do Povo em 8 de fevereiro de 1963, intitulado “A Carne que Comemos”, Roessler começa a descrever a situação deplorável do gado sendo transportado ao matadouro em caminhões abarrotados, percorrendo dias de viagem sem alimentação e sem água, “prensados, sacudidos, impregnados de suas próprias dejecções, com seus membros tão entumecidos, que não podem se sustentar, menos avançar”.
Eco Animal - Márcio Linck e Juliano Zabka

Dia dos animais, dia de luto e um porco no caixão

No sábado, dia 5 de outubro, em evento alusivo ao Dia dos Animais (4/10), o Projeto Pro-Animal (São Leopoldo/RS), promoveu uma ação educativa de sensibilização da comunidade local chamando a atenção para a referida data como sendo um dia de luto, e não uma data para ser comemorada. Na Rua Independência, principal rua da cidade, os pedestres foram surpreendidos por um cenário incomum e um tanto grotesco: ativistas enlutados em torno de um caixão velando um porco de terno com as patas entrelaçadas tal como um defunto, enfeitado com flores decorativas e produtos alimentícios suínos (salsicha, bacon, linguiça etc) e perto disso um banner com fotos de um menino com síndrome de Down e seu porquinho de estimação.
Eco Animal - Márcio Linck

A permanente fraude do leite

Eis que novamente temos mais uma fraude envolvendo o leite em nosso país. Em 2007 foram descobertas várias cooperativas de Minas Gerais que adicionavam soda cáustica e água oxigenada ao produto, gerando suspeitas de que o mesmo procedimento pudesse também estar ocorrendo em outros estados. Agora, minuciosa investigação do Ministério Público do Rio Grande do Sul descobriu que diversos produtores e empresários do ramo adicionavam água e uréia ao leite. Como se vê, essa história de leite adulterado e contaminado é recorrente e no final das contas quem sai prejudicado é o consumidor. Mas, independente da fraude e dos malefícios à saúde causados pela adição de uréia, será mesmo que o consumo de leite de vaca não adulterado é tão importante e saudável para a alimentação de adultos de uma outra espécie? Somos os únicos mamíferos do mundo que passada a fase de amamentação, continua a ingerir leite, evidenciando-se aí, um mero hábito cultural e não uma necessidade natural. Trocamos os seios de nossas mães humanas pelas tetas de uma vaca, que naturalmente produz esse leite apenas para o seu filhote, o bezerrinho. E assim com cada espécie de mamífero, incluindo os humanos. Glândulas mamárias de uma cabra só vão produzir leite se a mesma tiver gerado cabritinhos. O mesmo ocorre com a fêmea do camelo, do elefante, da porca, da rata, da gata, da cadela, da leoa, das focas, etc. Se é válido tomar o leite de uma outra espécie, nada impede que humanos também tomem leite de ratas, de gambá, de porcas, gatas e outras fêmeas mamíferos.
Eco Animal - Márcio Linck

A absolvição da dieta vegetariana

Para todos aqueles que optaram por não mais comer animais e deixaram de ser co responsáveis por toda uma cadeia de dor e sofrimento a seres sencientes e com direito à vida (inerente a todas às espécies) e que apenas tiveram o azar de vir ao mundo num formato diferente dos animais humanos, eis que surge uma grande notícia que deveria interessar a todos, vegetarianos e não vegetarianos: O Conselho Regional de Nutricionistas da 3ª região – CRN-3 (que orienta e fiscaliza a profissão dos nutricionistas nos estados de Mato Grosso e São Paulo) emitiu um parecer absolvendo a dieta vegetariana, ou seja, admitindo a sua viabilidade enquanto opção alimentar. Somente agora aqui no Brasil foi admitido aquilo que há muitos anos em outros países já havia sido pesquisado e difundido. E esse grande feito tem o mérito de profissionais como o Dr. Eric Slywitch, médico nutrólogo, coordenador do Departamento de Medicina e Nutrição da Sociedade Vegetariana Brasileira – SVB.