sábado, setembro 21, 2019

Direitos dos Grandes Primatas

Microbiologista e empresário, o cubano naturalizado brasileiro Pedro A. Ynterian chegou ao país há mais de 30 anos e sempre foi um admirador de animais, em especial dos primatas.

Sua vida mudou completamente em 1999, quando comprou em um criadouro comercial Guga, um bebê chimpanzé de 3 meses de idade, com a ideia de criá-lo no apartamento que morava em São Paulo. Em pouco tempo ele percebeu que ter um chimpanzé como pet não fazia o menor sentido e esse foi o primeiro passo para a montagem do primeiro Santuário dos Grandes Primatas no Brasil, localizado em Sorocaba.

O resultado foi o grande envolvimento na questão de proteção e defesa dos direitos dos grandes primatas e a filiação ao movimento internacional GAP – Great Ape Protection. As atividades de denúncia, resgate de animais vítimas de maus-tratos e divulgação de informações ganharam muita notoriedade e desde setembro de 2008 o Brasil foi eleito como sede do Projeto GAP Internacional, tendo Dr. Pedro como seu presidente. Atualmente ele ocupa o cargo de Secretário Geral, coordenando as atividades de divulgação do projeto.

No Brasil o GAP tem quatro santuários afiliados, entre os quais o de Sorocaba, que juntos abrigam mais de 80 chimpanzés, entre outros animais resgatados de maus-tratos em circos, zoológicos e outras atividades comerciais.

 

Um desafio, uma solução

Uma matéria publicada domingo passado (31/07/2011) na Folha de São Paulo, sobre a problemática dos animais exóticos abandonados e sem destino no país, torna público o que já vínhamos divulgando e informando: que mais da metade dos zoológicos existentes no Brasil estão em situação de ilegalidade, sem cumprir as normas que regem esses estabelecimentos e sem possuir o alvará de funcionamento do órgão ambiental brasileiro, o Ibama. O caso Zoonit deixou claro para a opinião pública a crise que atinge os zoológicos brasileiros, que já estamos denunciando há mais de 10 anos. A própria Sociedade Brasileira de Zoológicos reconhece publicamente que menos da metade dos zoológicos do país tem alvará de funcionamento; e os que vivem na marginalidade não têm recursos para adequar-se às normas mínimas que a lei exige – que aliás estão muito aquém do que os animais lá hospedados precisam.

Um país para os chimpanzés

Pode ser qualificada como utopia, ou uma ideia irracional, ou uma proposta demagógica. Porém, é uma ideia instigante e talvez um sinal de solução para salvar uma espécie condenada irremediavelmente a extinção se algo dramático não for feito nas próximas duas décadas.

Zoológicos não respeitam laços familiares

Quando nós entramos no mundo dos chimpanzés há mais de uma década, nos deparamos com um sistema complexo no qual zoológicos e circos se...