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terça-feira, janeiro 21, 2020
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Direitos Animais

Bruno Frederico Müller – Historiador, doutorando em História das Relações Internacionais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Tradutor inglês-português, português-inglês. Co-editor e colaborador da Revista Eletrônica de Direitos Animais Pensata Animal. Vegano e ativista independente desde 2007, ministra palestras e faz ações de conscientização em prol do veganismo e direitos animais na cidade do Rio de Janeiro.

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Direitos animais – Bruno Müller

A quarta Revolução Industrial

A possibilidade da quarta Revolução Industrial não é uma solução mágica para os nosso problemas sociais e ambientais. Porém, é um passo indispensável, tanto mais porque são os mais pobres aqueles que estão mais vulneráveis e que mais sofrerão, seja com os problemas ambientais, seja com os conflitos sociais decorrentes de nosso atual padrão de produção e consumo. Tamanha mudança será importante, igualmente, num segundo momento, para superar em definitivo tais problemas. Essa superação, porém, passa por uma transformação muito maior, mais profunda e paradigmática, que é questionar não apenas o modelo de desenvolvimento das sociedades capitalistas, mas o capitalismo propriamente dito.
Direitos Animais – Bruno Müller

A Frente de Libertação Animal e os (Des)Caminhos do Movimento pelos Direitos Animais no Brasil – Parte I

No dia 30 de março de 2009 foi lançado um comunicado à imprensa, declarando que o incêndio ocorrido no dia 21 de março de 2009 numa das fábricas da Perdigão foi, na verdade, um ato de sabotagem da Frente de Libertação Animal (ALF, na sigla em inglês). Não houve confirmação do fato, de modo que não se pode dizer até que ponto ele é verdadeiro. Mas, se foi mesmo um ato de um grupo de defesa dos animais, ele foi mal concebido, mal planejado, um absoluto desperdício de tempo, dinheiro e energia e um ato totalmente incoerente com os princípios dos Direitos Animais.
DIREITOS ANIMAIS - BRUNO MÜLLER

Os pioneiros do Polo Sul e o duplo sentido da “exploração”

Em 14 de dezembro de 2011 completam-se 100 anos da chegada da primeira expedição humana ao Polo Sul, comandada pelo norueguês Roald Amundsen. Um...
Direitos Animais - Bruno Müller

O paradoxo do Iluminismo – Parte II – Alienação moral

No texto anterior mencionei aquilo que considero o principal paradoxo do mundo atual: enquanto as filosofias políticas contemporâneas professam a dignidade inerente do indivíduo,...
Abolicionismo animal – Bruno Müller

Traçando o limite

No último domingo, 27 de setembro de 2009, a Folha de São Paulo publicou matéria de duas páginas sobre abate humanitário e bem-estar animal. O que ela revela sobre o bem estarismo? O que um defensor dos animais deve dizer sobre o abate humanitário?
DIREITOS ANIMAIS - BRUNO MÜLLER

Bin Laden e a vivissecção

Não, entre os crimes atribuídos a Osama bin Laden, reais ou fictícios, não está a vivissecção. Pelo menos, não que eu saiba. É que...
Direitos Animais - Bruno Müller

Além do Especismo e da Intersecção – PARTE I – Resposta a um Interseccional

Com este texto, e os próximos por vir, sinto que encerro um ciclo. Meu primeiro artigo publicado sobre direitos animais (conceito que eu, então, aplicava) tratava do processo da ONG ABC sem Racismo contra a ONG Holocausto Animal por divulgar dois cartazes, um em que corpos empilhados de judeus assassinados em campos de concentração eram postos ao lado de corpos empilhados de porcos, e outro em que um escravo negro e um cão amordaçados eram postos lado a lado. Um movimento, já diz o nome, tem uma direção, uma meta, um objetivo. Ele deve caminhar neste sentido. Tristemente, eu constato que, ativistas saíram, novos entraram, e o movimento andou em círculo. Continuamos a debater os mesmos temas, como se fossem mistérios insondáveis ou impasses teológicos dignos de um Concílio que impusesse, de cima para baixo, um dogma para desatar o nó que nos impede de seguir o nosso rumo. Pior: talvez mesmo tenha retrocedido – pois aquilo que foi um embate externo em 2007 é, agora, um embate interno. Subitamente o abolicionismo, seus fundamentos, sua narrativa e sua teleologia estão suspensos. O pós-modernismo enfim, finalmente, infelizmente, adentra o meio animalista.
DIREITOS ANIMAIS - BRUNO MÜLLER

Liberdade e bem-estar numa ética de direitos

Introdução Muitos consideram um contrassenso e até um insulto falar de “direito à liberdade” para os animais não humanos. Outros, mesmo simpatizantes da causa animal,...
Direitos animais - bruno müller

Debates interseccionais e Veganismo – Parte I – O Especismo está à porta

Um dos primeiros, senão o primeiro a comparar o Holocausto com o extermínio de animais, e os campos de concentração com as fazendas de gado e abatedouros, foi um judeu, o consagrado escritor Isaac Bashevis Singer, Nobel de Literatura em 1978, que emigrou da Polônia devido à crescente onda de antissemitismo naquele país, pouco antes da Segunda Guerra Mundial. Foi Alice Walker, escritora igualmente laureada, ativista dos movimentos negro e feminista, que disse: “Os animais do mundo existem para seus próprios fins, não foram feitos para os seres humanos, do mesmo modo que os negros não foram feitos para os brancos, nem as mulheres para os homens”. Walker era muito citada quando me tornei ativista, nos idos de 2007. Foi outra feminista, Carol Adams, que tentou relacionar a condição da mulher na nossa sociedade com o carnismo no livro A Política Sexual da Carne. Gary L. Francione, jurista e filósofo, escreveu um livro chamado Animals as Persons. Dizer que animais são pessoas significa dar-lhes o mesmo estatuto legal e moral de que desfrutam os seres humanos.
Direitos animais – Bruno Müller

Libertação em Movimento – Parte 2

No texto anterior, argumentei que as dificuldades contemporâneas que os veganos encontram, cotidianamente, para divulgar sua filosofia de vida e mesmo poderem ser totalmente coerentes com ela são momentâneos e que, na mesma medida que o veganismo se expande, abre-se espaço para um debate sobre a total e definitiva abolição da exploração animal.
Direitos animais – Bruno Müller

Conversando sobre Direitos Animais

O maior propósito de ler, escrever e debater textos sobre direitos animais é aprimorar nossa capacidade de responder ao ceticismo alheio. Ter a resposta certa pode muitas vezes representar a diferença entre ter um amigo a fazer piadas constantemente, conquistar o seu respeito ou, em última instância, conquistar um aliado na sua causa. Por isso é sempre importante ter uma compilação dos questionamentos mais recorrentes em relação aos direitos animais para saber o que responder quando aquele coringa for sacado da manga de um onívoro. Quem é vegetariano sabe que essas questões não são muitas – apenas varia a sua construção.
Direitos animais – Bruno Müller

A metáfora do atavismo e a exploração animal

Evolução, na biologia, significa a mudança qualitativa pela qual as espécies vivas se transformam ao longo do tempo, dando origem a outras espécies. Segundo a teoria darwinista, a evolução se dá pela seleção natural, o que significa que mudanças genéticas aleatórias modificam as características dos seres vivos; a interação com o meio ambiente, em que determinadas características que favorecem a sobrevivência de seus portadores, leva a que tal mudança genética seja perpetuada nas gerações futuras, até que os “menos aptos” se extingam. No entanto, discute-se se o ser humano, por sua capacidade altamente desenvolvida de interferir e transformar a natureza, não poderia também interferir na própria evolução. Nesse caso, poderíamos falar numa evolução social que interferiria na evolução natural ou biológica.