COVARDIA

Cachorro morre após homens acenderem rojão dentro de sua boca

Mariana Dandara | Redação ANDA

O caso foi denunciado às autoridades e, após buscas serem realizadas, um suspeito de cometer o crime foi preso em flagrante


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Foto: Freepik/Imagem Ilustrativa

Um cachorro morreu após dois homens acenderem um rojão dentro de sua boca na cidade de Porto da Folha, no interior do Sergipe. Gravemente ferido, ele não resistiu aos maus-tratos.

O caso foi denunciado às autoridades e um boletim de ocorrência foi registrado na Delegacia Plantonista de Propriá. Um dos homens teria acendido o explosivo enquanto o outro teria segurado a boca do cachorro, impedindo que ele resistisse à agressão.

De acordo com informações divulgadas na última quinta-feira (10) pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), buscas que integram a investigação policial foram realizadas e um dos suspeitos foi preso após denúncias de testemunhas. Na delegacia para onde o homem foi levado, foi registrado um auto de prisão em flagrante.

Maltratar animais configura crime previsto em lei e os casos podem ser denunciados não só através do 190, da Polícia Militar, mas também por meio do Disque-Denúncia da Polícia Civil. Para denunciar, basta ligar para o telefone 181. As denúncias podem ser feitas sob condição de anonimato como forma de proteger o denunciante.

Lei Sansão

Sancionada no final de 2020, uma nova lei de proteção animal aumentou a pena para crimes cometidos contra cachorros e gatos no Brasil. Antes, esses crimes eram punidos com, no máximo, um ano de detenção, pena que era convertida em alternativas como a prestação de serviços à comunidade.

A legislação recebeu o nome de “Lei Sansão” em homenagem ao pit bull Sansão, que foi brutalmente torturado em Minas Gerais, tendo as duas patas traseiras decepadas. Paraplégico, ele não apenas se recuperou e provou o quão forte é capaz de ser, como serviu de incentivo para a aprovação da lei.

Com o aumento da pena, os criminosos que submeterem cachorros e gatos a maus-tratos poderão ser presos por um período de dois a cinco anos. Eles também poderão ser punidos com multa e com a proibição de tutelar outros animais.

A medida, no entanto, não protege os animais de outras espécies, excluindo do amparo jurídico a fauna silvestre e animais que são explorados pela sociedade, como galos, porcos, bois e galinhas.


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