DADOS ALARMANTES

Abandono de animais aumenta 73% no mês de março em Araçatuba (SP)

Mariana Dandara | Redação ANDA

As dificuldades financeiras geradas pela pandemia de coronavírus e as mudanças causadas pelo isolamento social são possíveis explicações para o aumento do abandono - prática que configura crime de maus-tratos


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Foto: Reprodução/TV TEM

A Prefeitura de Araçatuba, no interior de São Paulo, divulgou dados que apontam um aumento de 73% no número de animais abandonados nas ruas da cidade no mês de março. Foram 77 animais resgatados pela administração municipal ante 21 recolhidos pelo Centro de Controle de Zoonoses em março de 2020.

As dificuldades financeiras geradas pela pandemia de coronavírus e as mudanças causadas pelo isolamento social são possíveis explicações para o aumento do abandono – prática que configura crime de maus-tratos.

“Muita gente não teve condições de continuar bancando e colocou o animal na rua. Outros animais já estavam na rua, mas as pessoas não ficavam em casa e não tinham tempo de denunciar”, afirmou ao G1 a secretária de Saúde de Araçatuba, Carmem Guariante.

Nesse cenário, as ONGs são as mais impactadas pelo aumento do abandono. É o que revelou a protetora de animais Cintia Babieri ao comentar a superlotação de entidades da cidade. “As pessoas precisam entender que não temos condições de recolher o animal que tem tutor. Se você pensa em abandonar, não adote. Isso é o que pedimos. Se adotar, tem que ter a responsabilidade de cuidar, vacinar e castrar”, reforçou Cintia.

Lei Sansão

Sancionada no final de 2020, uma nova lei de proteção animal aumentou a pena para crimes cometidos contra cachorros e gatos no Brasil. Antes, esses crimes eram punidos com, no máximo, um ano de detenção, pena que era convertida em alternativas como a prestação de serviços à comunidade.

A legislação recebeu o nome de “Lei Sansão” em homenagem ao pit bull Sansão, que foi brutalmente torturado em Minas Gerais, tendo as duas patas traseiras decepadas. Paraplégico, ele não apenas se recuperou e provou o quão forte é capaz de ser, como serviu de incentivo para a aprovação da lei.

Com o aumento da pena, os criminosos que submeterem cachorros e gatos a maus-tratos poderão ser presos por um período de dois a cinco anos. Eles também poderão ser punidos com multa e com a proibição de tutelar outros animais.

A medida, no entanto, não protege os animais de outras espécies, excluindo a fauna silvestre e animais que são explorados pela sociedade, como galos, porcos, bois e galinhas.


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