CAÇA

Costa do Marfim alerta sobre redução da população de elefantes

Bruna Araújo | Redação ANDA


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Foto: Pixabay

A Costa do Marfim anunciou com pesar que a população de elefantes do país caiu drasticamente nos últimos 30 anos. O representante do Ministério de Recurso Hídricos e Florestais, Kouame Me, afirma que, vergonhosamente, o número de animais que vivem no país é menos de 500 em razão da caça e da destruição do habitat dos animais selvagens.

Kouame disse à AFP que “a população de elefantes era de 100.000 indivíduos na década de 1960”. Ele acrescenta ainda que mais de 200 espécies de animais correm risco de extinção na Costa do Marfim. O cultivo de cacau destruiu 90% da cobertura florestal do país da África Ocidental. A devastação ambiental foi intensificada nos últimos 50 anos.

Atualmente, a Costa do Marfim é o principal exportador de cacau do mundo, mas o preço foi caro. Os elefantes foram expulsos de seus lares, sofreram com a falta de alimento e se tornaram mais vulneráveis à ação de caçadores, interessados principalmente no tráfico de marfim. O país também é o lar dos últimos elefantes anões do mundo.

O tráfico de marfim é o terceiro comércio mais lucrativo do mundo, ficando atrás do tráfico de drogas e armas e alimentado, principalmente, pela demanda da Ásia e do Oriente Médio, onde presas de elefante são usadas na medicina tradicional e em ornamentos. O marfim pode custar até 7.000 euros (cerca de R$ 45.000) o quilo.


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