ALERTA AMBIENTAL

Construção de barragens transforma lago em paisagem desértica

Ariane Escobar | Redação ANDA


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Foto: Alessandro Marongiu/Demotix

O lago Urmia já foi um dos maiores lagos de água salgada do mundo e ponto turístico no Irã. O recuo do lago começou em meados dos anos 2000. Mas afinal, o que aconteceu com o lago?

Acredita-se que a escassez advém das construções de barragens, segundo especialistas.
Com a urgência de irrigar suas plantações, os agricultores recorreram ao bombeamento de água subterrânea para compensar a estiagem. Esgotando ainda mais o lago e expondo seu leito salgado.

Segundo informações do portal UOL, o lago tinha inicialmente 5.000 quilômetros quadrados e encolheu para cerca de um décimo dessa área entre 2014-2015, chegando a apenas 5% de seu volume, prejudicando o abastecimento de água na região.

A situação também atinge a região metropolitana de Teerã, que possui 22 milhões de habitantes. O plano de salvamento iniciou-se em 2013 e já são realizados planos de racionamento de água.

Além das obras de seis barragens, os especialistas apontam mudanças climáticas, práticas de irrigação e esgotamento de lençóis freáticos como causas da escassez, de acordo com o jornal “The New York Times”.

Mesmo com o avanço do refluxo do lago, o volume de trabalho pela frente não dá sinais de diminuir. Está sendo um longo percurso.

Uma combinação de esforços feitos pelo homem e chuvas mais intensas nos últimos anos está lentamente, mas com certeza, a ressuscitar o que já foi o segundo maior lago de água salgada do mundo”, segundo Claudio Providas, representante residente no Irão do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que está envolvido em um projeto para salvar o lago, em declaração a Forbes.

“Em relação a biodiversidade do lago, há sinais de esperança”, disse Providas. Acrescentando que o camarão da salmoura, que desapareceu do ecossistema do lago devido à alta salinidade, está a voltar. O número de aves aquáticas também aumentou de quatro mil durante o momento mais critico para 60 mil, no ano passado.

O esforço para a recuperação do lago, tem sido apoiado pelas comunidades locais, que estão fortemente envolvidas e pelos ministérios do governo iraniano e o Programa de Restauração do Lago Urmia, assim como o Programa das Nações Unidas para o desenvolvimento (PNDU).

Um alerta ambiental, que não pode ser mais um. Felizmente, com chance de salvamento.


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