PUNIÇÃO

Cavaleiro olímpico filmado agredindo pônei é suspenso de competições por 3 anos

Mariana Dandara | Redação ANDA

A suspensão foi determinada pela Federação Internacional Equestre para punir o cavaleiro


Escute
Leandro Silva (Foto: Reprodução)

O cavaleiro olímpico Leandro Silva foi suspenso por três anos das competições de hipismo. A suspensão, determinada pela Federação Internacional Equestre (FEI, na sigla em francês), foi estabelecida como punição aos maus-tratos que o cavaleiro impôs a um pônei agredido por ele há cerca de nove meses.

Leandro Silva tem 21 dias para recorrer da punição através de recurso a ser impetrado na Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês).

Relembre o caso

O cavaleiro olímpico foi filmado agredindo um pônei em julho de 2020 e as imagens viralizaram na internet e revoltaram internautas e protetores de animais. Após a repercussão do vídeo, o caso passou a ser investigado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) da Confederação Brasileira de Hipismo (CBH).

Nas imagens, Silva aparece montado no pônei. Além de suportar o peso do cavaleiro, o animal é agredido e relincha por conta da dor que sente. Através das redes sociais, o cavaleiro se posicionou sobre o caso. Segundo ele, as imagens são antigas e foram gravadas após o pônei morder sua filha. Para se vingar, Silva agrediu o animal.

“Do jeito que eu estava, no mesmo momento montei ele para tentar mostrar que ele não deveria mais ter aquele tipo de atitude”, afirmou o cavaleiro, que disse ainda que admite que agiu errado. “Gostaria de me desculpar”, disse.

Silva explicou à revista Horse que o vídeo foi compartilhado por seu filho com amigos em tom de brincadeira. As imagens da agressão, segundo o próprio cavaleiro, foram registradas por seu filho mais velho. Nelas, é possível ouvir uma pessoa rindo dos maus-tratos.

Exploração animal

Cavalos existem por propósitos próprios. Assim como humanos não devem ser vistos por seus semelhantes como seres à disposição de seus desejos, os animais também não podem ser tratados como coisas a serviços das pessoas.

Forçar um cavalo a aprender comandos antinaturais e a executar ações que ele não realizaria por conta própria para obrigá-lo a participar de uma competição é uma prática exploratória.

Para explorar um animal não é preciso haver maus-tratos explícitos – embora muitas vezes eles existam. Condená-lo a realizar ações que ele não tem condição de consentir e que beneficiarão exclusivamente os seres humanos é, por si só, exploração.

Além disso, estudos comprovam que o peso do cavaleiro sobre o animal é nocivo a sua coluna e que os apetrechos usados prejudicam o cavalo – inclusive o freio, que causa ferimentos em sua língua.

Cavalos devem viver livres em fazendas, realizando as atividades que eles mesmos julgarem necessárias, sem que sejam tratados como objetos lucrativos ou fontes de entretenimento para seus tutores.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.

Você viu?

AMOR

VIDA NOVA

RIO DE JANEIRO

ALTERNATIVA VEGANA

GENEROSIDADE

REABILITAÇÃO

EMPATIA


LEIA EM PRIMEIRA MÃO AS NOTÍCIAS MAIS ANIMAIS DO MUNDO

>