ESTARRECEDOR

Polícia descobre grupo que maltrata animais após adolescente jogar papagaio em churrasqueira

Mariana Dandara | Redação ANDA

O grupo, segundo as polícias Militar e Civil, era composto por jovens que obtinham cargos de maior importância entre os membros por meio da prática de maus-tratos a animais


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Foto: PCMS/Divulgação

Uma equipe formada por autoridades das polícias Civil e Militar de Águas Claras, no Mato Grosso do Sul, descobriu a existência de um grupo de adolescentes criado para a prática de maus-tratos a animais. A descoberta ocorreu após uma denúncia indicar que um desses jovens havia arremessado um papagaio dentro de uma churrasqueira. A ave e um cachorro que também sofria maus-tratos foram resgatados.

O delegado responsável pelas investigações, Felipe Madeira, relatou que um vídeo transmitido em tempo real na internet “mostra o adolescente colocando o papagaio dentre de uma churrasqueira”. Madeira citou que o adolescente alegou que a churrasqueira não estava acesa, mas que não é possível confirmar essa versão, já que o vídeo não permite identificar se havia fogo ou não.

O cachorro resgatado pela polícia também aparece nas imagens sendo maltratado. “Ele pega o cachorro da família e coloca o pênis dele na boca do animal várias vezes”, disse o delegado ao G1.

Os maus-tratos foram descobertos após a ativista Luísa Mell fazer uma denúncia nas redes sociais expondo o vídeo no qual o jovem, que tem 13 anos, aparece jogando o papagaio na churrasqueira.

Segundo o delegado, foi possível identificar que o adolescente vive em Águas Claras a partir do nome dele na transmissão ao vivo por meio da qual o vídeo foi divulgado. Com o endereço do menino em mãos, os policiais foram até a casa onde ele mora e questionaram sua mãe sobre o caso. Madeira relatou que o garoto tentou se esconder quando notou que os agentes estavam na residência e que a mãe dele ficou abismada ao saber dos maus-tratos cometidos por ele contra o papagaio e o cachorro.

“O adolescente tentou se esconder, sabia que estava devendo, conversamos com a mãe e ela não sabia porque estávamos lá. Mostramos o vídeo para ela e ficou bem abalada”, contou. Por ser menor de 18 anos, o menino não foi detido. Após prestar depoimento, ele foi liberado, mas responderá por sanções de ato análogo ao crime de maus-tratos.

“A lei exige situações específicas para apreensão de menor infrator e esta não se encaixam em nenhuma delas. Em princípio, os pais não vão responder pelo crime também”, disse Madeira.

Jovens criam grupo para maltratar animais

Ao se deparar com o caso, o delegado Felipe Madeira percebeu que havia algo por trás dos maus-tratos perpetrados contra o cachorro e o papagaio e foi então que, a partir de diligências realizadas, descobriu-se a existência de uma espécie de organização criminosa criada para que jovens maltratassem animais. “Nós tomamos consciência que era uma coisa maior daquilo que imaginávamos”, afirmou Madeira.

Após o adolescente prestar depoimento, descobriu-se que a transmissão do vídeo que registra os maus-tratos foi feita em um grupo de pessoas que, segundo nota das polícias Civil e Militar, seguia uma hierarquia. “A prática dos atos [de maus-tratos a animais] possibilitava obter cargos de maior importância no grupo”, informaram as autoridades.

“Na verdade, é um grupo de adolescentes, que pela internet, praticam vários atos de maus-tratos. Eles faziam isso como forma de se afirmar nesse grupo e subir de cargo, é uma coisa muito espúria”, criticou Madeira.

Em depoimento às polícias, o adolescente revelou que líderes do grupo davam instruções para os maus-tratos. “Um dos membros, inclusive, havia matado um gato a pauladas recentemente e filmado a cena, vídeo ao qual o adolescente teve acesso antes de ingressar no grupo”, pontuou o delegado, que informou ainda que um computador e um celular, ambos de propriedade do adolescente, foram apreendidos.

Segundo as polícias, o menino confessou os crimes que cometeu e disse que “recebia instruções de outras pessoas em grupos de chat voltados para este tipo de prática, e então as seguia. “O conduzido afirmou, ainda, que havia praticado a mesma conduta outras duas vezes, sendo que nessas balançava o papagaio e o fazia cair no chão”, concluiu o delegado.


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