NOVOS LARES

Pandemia causa queda na adoção de animais em SP

Kauana Kempner Diogo | Redação ANDA


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Foto: Ilustração | Pixabay

A pandemia de Covid-19 mudou drasticamente as rotinas de ONGs e protetores de animais. Com o aumento do abandono e a proibição de feirinhas de adoção, cães e gatos sofrem dificuldade para encontrar novos lares e tutores.

“Por conta da pandemia, medidas de segurança, de saúde, acabaram cessando as feirinhas de adoção, o que ajudava em 80% nas adoções do abrigo”, explica Mauro Plens, que é técnico agrícola e cuidador de animais.

Segundo informações do portal G1, para tentar amenizar o problema e conseguir recursos, os voluntários deram início a várias iniciativas, como a venda de pizzas, cuscuz e até de camisetas com estampas dos cães.

“O animal não quer morar em uma mansão. Ele quer um lugar que pode ser simples, que ele tenha alimentação, abrigo e, acima de tudo, atenção e amor”, completa Mauro.

A situação não está difícil só para eles, a União Internacional de Proteção Animal (UIPA) acolhe mais de 300 animais que também estavam nas ruas. Por conta disso muitos já sofreram maus-tratos e alguns até já viraram mascotes.

Como a cadela Menina, que anda só com as patas da frente e a Foquinha, que foi salva pelos veterinários do abrigo e havia recebido recomendação de morte induzida. Visto que além delas, muitos outros cães e gatos vivem no local, o que gera um consumo de ração por mês que equivale a uma tonelada.

A ONG conta com 16 voluntários e mais seis funcionários, que recebem remuneração para realizar os serviços necessários e manutenções. Fernanda Nanini, empresária e voluntária, conta que os animais que mais necessitam estão nas ruas e, por causa da pandemia, se tornaram invisíveis.

“Fica mais difícil para a pessoa contribuir, sendo que o país está em crise. Não só a ONG UIPA, mas a SOS Animais e cuidadores independentes, todos estamos sempre precisando de ajuda”, reforça.

Unidos por Arnaldo

No dia 03 de abril, Arnaldo Silva de Araújo, infelizmente, foi vítima da Covid-19 aos 77 anos. Ele cuidava de cães abandonados havia mais de 20 anos, e era conhecido na cidade de Itapetininga.

Durante sua internação, diversas ONGs se uniram para que os animais não acabassem nas ruas novamente. 

“Ele começou cuidando de poucos animais que ele encontrava no trajeto para a casa dele, e isso foi crescendo. Com esse trabalho, o amor dele pelos animais foi aumentando, assim como o dos animais por ele. Nós vamos continuar o trabalho dele e precisamos da ajuda das pessoas”, conta Márcia Camargo, diretora da SOS Animais.


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