PRESERVAÇÃO

Estudo investiga impacto da pandemia na vida de animais silvestres no RJ

Mariana Dandara | Redação ANDA

Os pesquisadores tentam entender se mamíferos de médio e grande porte se comportam de maneira diferente quando há menor presença humana na floresta e como as espécies reagem ao retorno das pessoas às trilhas


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Pedra da Gávea, no Parque Nacional da Tijuca (Foto: Divulgação/Ruy Salaverry)

Pesquisadores realizam um monitoramento de fauna no Parque Nacional da Tijuca e na Reserva Ecológica de Guapiaçu (REGUA), no Rio de Janeiro, para investigar como os animais silvestres que habitam essas áreas têm sido impactados pela presença humana nas trilhas durante a pandemia de coronavírus.

Envolvidos no estudo, o biólogo da UFRJ Marcelo Rheingantz e o professor do IFRJ Maron Galliez, são membros do Refauna, iniciativa científica de ecologia e conservação desenvolvida pelo IFRJ, UFRJ e UFRuralRJ, em parceria com a Fiocruz e a UERJ. O objetivo do projeto é reintroduzir na Mata Atlântica do Rio de Janeiro animais selvagens que haviam sido extintos na região.

Dedicados à preservação da vida selvagem, os pesquisadores agora tentam entender se mamíferos de médio e grande porte se comportam de maneira diferente quando há menor presença humana na floresta e como as espécies reagem ao retorno das pessoas às trilhas.

O estudo, financiado pela NatGeo apoiado pelo Parque Nacional da Tijuca e pela REGUA, analisará se a redução da presença de veículos motorizados – e por consequência do barulho emitido por esses veículos – gera uma mudança menor ou maior no comportamento dos animais e qual o motivo disso acontecer.

Para realizar o monitoramento da fauna, foram distribuídas 37 armadilhas fotográficas e 10 sensores de pedestres em cada uma das reservas. Os equipamentos irão registrar dados, vídeos e fotografias que servirão como um auxílio para os pesquisadores estimarem a taxa máxima de visitação de turistas em regiões de trilhas dentro do Parque Nacional da Tijuca e da Reserva Ecológica de Guapiaçu.

“A compreensão deste fenômeno pode auxiliar a gestão de Unidades de Conservação (UC) para assegurar a manutenção da biodiversidade, fazendo uso, se necessário, da limitação adequada da visitação nas trilhas mais movimentadas”, argumentou o pesquisador Marcelo Rheingantz em entrevista à jornalista Ana Cláudia Guimarães, do Blog da Turma da Coluna, do jornal O Globo.


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