ASSASSINATO BRUTAL

Homem é condenado a 4 anos de prisão após enforcar cadela e jogá-la em rio

Mariana Dandara | Redação ANDA

O agressor da cadela, que teve negado o direito de recorrer da decisão judicial em liberdade, cumpre a sentença no Presídio Masculino de Lages


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Foto: Freepik/Imagem Ilustrativa

A 2ª Vara Criminal da comarca de Lages, em Santa Catarina, condenou um homem de 34 anos à quatro anos de prisão pela morte brutal de uma cadela assassinada no ano passado. A condenação é um marco por se tratar da primeira ação judicial julgada no tribunal de cidade catarinense após a sanção da lei que aumentou a pena para crimes contra cachorros e gatos. 

O assassinato aconteceu em novembro de 2020 e, na época, o agressor foi preso em flagrante. Embora o homem tenha negado o crime, imagens de câmeras de segurança provaram as agressões. Um vídeo feito pela tutora da cadela também mostra o homem carregando um animal com as mesmas características físicas da cadela assassinada.

Uma denúncia do Ministério Público apresentada à Justiça expõe a agressão e relata que o animal era tutelado pela vizinha do agressor. Em nota, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina informou que, na madrugada do dia 26 de novembro, “o homem atravessou a rua para chutar, dar socos, pisões, enforcar e esconder o bichinho de pelos brancos com pintas marrons. Não satisfeito com as agressões, o acusado usou uma corda para enforcar o animal e depois jogá-lo no rio”.

O corpo da cadela foi encontrado no dia seguinte dentro de um bueiro. No dia do assassinato, o agressor foi flagrado pela polícia usando as mesmas roupas do vídeo que registra o crime. Suas vestimentas estavam sujas de sangue.

Ao condenar o homem a quatro anos de prisão, o juiz Alexandre Takaschima considerou que o horário em que o crime aconteceu, durante a madrugada, colocou obstáculos à possibilidade do animal ser socorrido. A violência brutal perpetrada contra a cadela e a ocultação do cadáver também foram consideradas. Em sua decisão, o magistrado aplicou o agravante de reincidência para aumentar a pena, já que o réu responde a outros processos na Justiça.

O agressor da cadela, que teve negado o direito de recorrer da decisão judicial em liberdade, cumpre a sentença no Presídio Masculino de Lages.


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