ANGÚSTIA

Tutora desabafa após cadela ser morta a tiros: ‘Implorei que me devolvesse minha Ruby’

Mariana Dandara | Redação ANDA

O agressor confessou ter matado a tiros a cadela, da raça shih tzu, e ocultado o cadáver em uma mata


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Foto: Pixabay/Ilustrativa

Uma cadela foi morta a tiros e teve seu corpo ocultado na cidade de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), no Paraná. O crime aconteceu na noite da última sexta-feira (16), na região do Barro Preto, e revoltou a tutora do animal, que pede Justiça.

Através das redes sociais, a mulher fez um desabafo e relatou que implorou para o homem não matar a cadela. “Pelo amor de Deus, como tem gente ruim no mundo. Matou minha cachorrinha com um tiro. Eu implorei para que me devolvesse minha Ruby. Isso não vai ficar impune, vai pagar perante à lei. Se um monstro desse tem coragem de atirar em um cãozinho e ocultar o cadáver, pode ter certeza que ele faz muito pior. A Justiça vai ser feita. Revolta por um monstro que matou minha Ruby”, escreveu.

A Guarda Civil Municipal (GCM) informou que deteve o homem após receber uma denúncia que o apontava como responsável por disparar tiros de arma de fogo em um matagal. Ao chegar no local, a equipe da GCM se deparou com a tutora da cadela, que revelou que o homem havia matado Ruby durante a madrugada.

Encontrado no local apontado pela denúncia, o homem foi interrogado pelos guardas e confessou ter matado a tiros a cadela, da raça shih tzu, e ocultado o cadáver em uma mata. O corpo foi encontrado dentro de uma sacola pendurada em uma árvore.

Foto: Divulgação/GM

Preso em flagrante, o homem de 46 anos carregava consigo munição de uma espingarda calibre 32, usada no crime e apreendida pelos guardas após ser encontrada nas proximidades do local onde o agressor da cadela foi abordado.

Encaminhado à Delegacia de São José dos Pinhais, o homem responderá pelos crimes de maus-tratos a animais e posse ilegal de arma de fogo.

Lei Sansão

Sancionada no final de 2020, uma nova lei de proteção animal aumentou a pena para crimes cometidos contra cachorros e gatos no Brasil. Antes, esses crimes eram punidos com, no máximo, um ano de detenção, pena que era convertida em alternativas como a prestação de serviços à comunidade.

A legislação recebeu o nome de “Lei Sansão” em homenagem ao pit bull Sansão, que foi brutalmente torturado em Minas Gerais, tendo as duas patas traseiras decepadas. Paraplégico, ele não apenas se recuperou e provou o quão forte é capaz de ser, como serviu de incentivo para a aprovação da lei.

Com o aumento da pena, os criminosos que submeterem cachorros e gatos a maus-tratos poderão ser presos por um período de dois a cinco anos. Eles também poderão ser punidos com multa e com a proibição de tutelar outros animais.

A medida, no entanto, não protege os animais de outras espécies, excluindo a fauna silvestre e animais que são explorados pela sociedade, como galos, porcos, bois e galinhas.


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