CRUELDADE

Mais de 900 animais explorados para consumo são resgatados após maus-tratos

Mariana Dandara | Redação ANDA

Embora estivessem vivendo em um ambiente precário, com umidade e sem iluminação, e estivessem com problemas de saúde, todos os animais vivos estavam expostos para que clientes pudessem comprá-los


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Foto: Caroline Barcelos/Prefeitura de Gravataí

Mais de 900 animais explorados para consumo humano foram resgatados após serem encontrados em situação deplorável em um aviário na cidade de Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Alguns deles estavam mortos.

O resgate foi realizado por uma equipe da Fundação Municipal de Meio Ambiente na última sexta-feira (16). O Departamento de Bem-Estar Animal da Prefeitura de Gravataí informou que no local foram encontrados porcos, coelhos, aves e um cabrito.

Embora estivessem vivendo em um ambiente precário, com umidade e sem iluminação, e estivessem com problemas de saúde, todos os animais vivos estavam expostos para que clientes pudessem comprá-los – o que expõe não só a crueldade imposta aos animais, mas também o risco à saúde pública, práticas que configuram crime.

Foto: Caroline Barcelos/Prefeitura de Gravataí

O proprietário do aviário não estava no local no momento em que as autoridades realizavam a operação. Além disso, segundo a prefeitura, o comércio estava funcionando de maneira irregular e já havia sido autuado anteriormente.

Após a operação, os animais foram retirados do local e encaminhados para o canil municipal para que fossem examinados por veterinários. A destinação de cada um deles, após exames, não foi informada, mas é possível que, por serem vistos pela sociedade como produtos e não como vidas, não consigam viver em paz e acabem mortos.

Matar um cachorro é crime, matar um porco é agropecuária

Maltratar aves, porcos, coelhos e cabritos é crime, mas os maus-tratos não são punidos pela Lei Sansão, que protege apenas cachorros e gatos. Além disso, práticas cruéis como castrar filhotes de porco sem anestesia, aprisionar porcas em celas minúsculas, queimar vacas e bois com ferro quente, confinar galinhas em gaiolas pequenas, dentre tantas outras, não são consideradas maus-tratos, embora sejam, e são tratadas pela legislação como padrão da agropecuária.

Matar um cachorro é crime, com punição de até cinco anos, conforme previsto na Lei Sansão. Matar um porco é agropecuária, prática legalizada pelo ordenamento jurídico e naturalizada pela sociedade. Por conta disso, apenas situações escolhidas a dedo são punidas pela lei quando o crime é contra os animais explorados para consumo. Ainda assim, a punição é branda, de até um ano de detenção, e costuma ser revertida em prestação de serviços comunitários.


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