EMPRÉSTIMO

Banco Mundial poderá destinar R$ 280 milhões para empresa que explora animais para consumo

Mariana Dandara | Redação ANDA

O caso indignou a organização Sinergia Animal, que considera que bancos deveriam colaborar com a criação de um mundo sustentável


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Imagem de um porco
Pixabay

Uma votação que será realizada na próxima segunda-feira (19) definirá se o Banco Mundial irá destinar um valor equivalente a quase R$ 280 milhões para a Pronaca, empresa que explora e mata animais para consumo humano. A decisão está nas mãos da diretoria da International Finance Corporation (IFC), responsável pelos empréstimos comerciais do banco.

A possibilidade da empresa novamente receber recursos advindos do Banco Mundial – que desde 2004 já lhe concedeu empréstimos equivalentes a mais de R$ 674 milhões – indignou a organização sem fins lucrativos Sinergia Animal, que criou um abaixo-assinado contra o novo empréstimo.

“As granjas industriais de aves e suínos da Pronaca confinam milhões de animais na província equatoriana de Santo Domingo de los Tsáchilas. Moradores dizem que os resíduos dos animais acabam nos rios, contaminando-os com bactérias e causando problemas de pele, gastrointestinais e respiratórios”, denunciou a instituição.

“Como uma instituição financeira pública, os investimentos da IFC devem ser guiados pelo interesse público. Não é isso que está acontecendo, muito pelo contrário”, completou.

O histórico da empresa com problemas relacionados ao sofrimento dos animais, à devastação do meio ambiente e a questões de saúde pública deveriam ser suficientes para impedir o novo empréstimo, conforme argumentou a Sinergia Animal, que considera que bancos deveriam colaborar com a criação de um mundo sustentável.

“Essa indústria está relacionada a duas das maiores crises que a humanidade enfrenta – crise climática e novas pandemias. A pecuária industrial é responsável pela maior parte do desmatamento, 14,5% das emissões de gases de efeito estufa, degradação de ambientes naturais e a crueldade contra animais. Esse dano também aumenta a probabilidade de surgimento de novos vírus como a covid-19”, pontuou a entidade.

“Mesmo assim, grandes bancos de desenvolvimento, como o Banco Mundial e o Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento, que deveriam ajudar a humanidade a criar um mundo mais seguro e sustentável, estão emprestando bilhões para a pecuária industrial intensiva. E eles estão ignorando nossa mensagem de que devemos parar. E esses bancos de desenvolvimento são financiados por meio de nossos impostos, em forma de contribuições de governos do mundo todo”, concluiu.


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