SADISMO

Jogador de futebol Ibrahimovic é acusado de atirar em um leão

Gustavo Henrique Araújo | Redação ANDA

O ex-atacante do Manchester United e Barcelona tem uma grande tatuagem de um leão rugindo em suas costas


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Foto: Divulgação

O atleta Zlatan Ibrahimovic, 39, é acusado de atirar em um leão cativo na América do Sul em 2011 antes de importar a pele, o crânio e a mandíbula do animal como troféus. O grupo em defesa dos direitos animais PETA o condenou e classificou o jogador como “um covarde miserável que satisfaz suas tendências violentas.”

O centro comercial sueco Expressen alegou que o atacante do AC Milan, que em muitos casos se comparou a um animal selvagem, ganhou licença de caça e, menos de um ano depois, atirou e matou o leão.

Esse animal está oficialmente classificado como “vulnerável” pela Lista Vermelha de Conservação da Natureza de Espécies Ameaçadas, além de sua caça ser ilegal na África do Sul. O atacante tem sido duramente criticado pelo ato de barbárie.

A organização americana PETA se pronunciou sobre o caso: “Zlatan Ibrahimovic gosta de se referir a si mesmo como um leão, feroz e forte. Todavia, seu prazer em atirar em leões e outros animais prova que ele é um covarde miserável que satisfaz suas tendências violentas.”

“Não é preciso habilidade ou força para encurralar e atirar em um animal cativo que nunca teve a chance de fugir, contra-atacar ou sobreviver. Qualquer um com consciência ficaria chocado com a ideia de matar animais por emoção ou colocar partes de seus corpos em exposição, e Ibrahimovic precisa reconhecer isto e rejeitar a caça de troféus”, acrescentou.

Como parte de sua revelação, o Expressen avaliou um total de 82 caçadores da Suécia que procuraram levar um troféu para casa. Eles alegam, de uma fonte desconhecida, que o leão baleado por Ibrahimovic passou mais de um ano em uma clausura antes que fosse libertado. Partes de sua carcaça foram supostamente embarcadas de volta para sua casa em Malmo.

Existem organizações em toda a África que providenciam a experiência de caça para pessoas ricas do exterior interessadas.  A caça “enlatada”, em que um animal é colocado em uma área enclausurada sem chance de escapar, é proibida na África do Sul, mas a caça de leões em cativeiro é permitida.

Um relatório do Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal (IFAW) disse que, entre 2004 e 2014, 1,7 milhão de animais foram mortos por troféus.


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