COMPORTAMENTO

Gorilas batem no peito para se comunicar, revela estudo

Mariana Dandara | Redação ANDA

Os gorilas emitem sons através de seus gestos que são singulares e indicam o tamanho do corpo de cada um deles


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Foto: Freepik

Ao contrário do que acredita o senso comum, gorilas não batem no próprio peito para se exibirem. E o verdadeiro motivo por trás desse comportamento foi apontado por um estudo recente: a comunicação entre os membros do bando.

Publicado no periódico Scientific Reports (da Nature), o estudo foi elaborado pelo Instituto de Antropologia Evolucionária Max Planck, da Alemanha, e do Dian Fossey Gorilla Fund, dos Estados Unidos.

Além de baterem no peito, esses animais emitem sons através de seus gestos que são singulares e indicam o tamanho do corpo de cada um deles. Os pesquisadores descobriram ainda que machos grandes produzem barulhos, através das batidas no peito, com picos de frequência mais baixos do que os machos de porte menor.

De acordo com o levantamento, cada gorila produz barulhos honestos que condizem com seu tamanho para passar a mensagem correta acerca de seu porte. Os sons podem ser ouvidos a mais de um quilômetro de distância e influenciam as ações de outros animais da espécie.

Os pesquisadores concluíram que um macho pode desistir de uma disputa com outro ao identificar o tamanho corporal do animal através dos sons. Fêmeas também podem se interessar mais ou menos por seus pretendentes com base no barulho emitido pelas batidas no peito. Além disso, estudos anteriores descobriram que os machos de maior porte são socialmente mais dominantes do que o restante do bando e, por isso, têm mais sucesso no acasalamento.

O ritual de batidas no peito também é mais diverso – em relação à quantidade de gestos e a duração deles – do que o imaginado. “Isso aponta para a possibilidade de que as batidas no peito tenham assinaturas individuais, mas precisamos de um novo estudo para comprovar isso”, revelou o principal autor da pesquisa, Edward Wright.

Para realizar o estudo, pesquisadores foram ao habitat desses animais, no Parque Nacional dos Vulcões, em Ruanda, e gravaram o som das batidas no peito, que foram analisadas através de uma técnica de fotogrametria por meio da qual o tamanho dos animais é medido de maneira não invasiva.

“Conduzir esse estudo foi desafiador, porque as batidas no peito são relativamente curtas e nós precisávamos estar no lugar certo na hora certa para obter as gravações, ao mesmo tempo em que precisávamos ficar fora do caminho desses animais grandes e poderosos”, explicou o pesquisador Eric Ndayishimiye, coautor do estudo, em comunicado do Instituto Max Planck.


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