ÍNDIA

Filhote de elefante é salvo após cair em poço de 4,5 metros de profundidade

Mariana Dandara | Redação ANDA

Guardas florestais contaram com o auxílio de uma equipe do Corpo de Bombeiros para fazer o resgate do animal silvestre


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(Foto: Reprodução/Reuters)

Um filhote de elefante foi resgatado após cair em um poço artesiano de 4,5 metros de profundidade no estado de Odisha, na Índia. O acidente aconteceu no último sábado (20).

Ao saberem que o filhote havia se acidentado, guardas florestais foram ao local onde o poço está situado para resgatar o elefante, que foi retirado do buraco com a ajuda de uma equipe do Corpo de Bombeiros. De acordo com os guardas, o animal silvestre sofreu a queda enquanto caminhava pela região.

Com cerca de 27 mil elefantes selvagens, a Índia é considerada, segundo o Relatório de Proteção Animal, o local de nascimento de elefantes domesticados – na maior parte das vezes, por meio de agressões – para serem explorados por humanos. Há milhares de anos, animais da espécie são alvo da exploração religiosa e cultural no país.

(Foto: Reprodução/Reuters)

Durante festivais religiosos, os elefantes são tratados como mercadorias a serviço de seus tutores, que os alugam na região sul da Índia para serem explorados em procissões e festas como casamentos e inaugurações de comércios. Além de serem forçados a suportar o estressante barulho proveniente da presença humana nesses eventos, os animais também são obrigados a carregar peso ao serem usados como meios de transporte.

Elefantes ‘cruelmente treinados’ são libertos da exploração

Vinte elefantes que eram explorados para transportar turistas em passeios até o Forte Amer, na Índia, estão libertos dessa atividade cruel. De acordo com o Departamento Florestal de Rajasthan, os animais silvestres não serão mais forçados a carregar as pessoas sob suas costas por motivos médicos e morais.

Foto: Reprodução/Catraca Livre

A razão para o afastamento dos elefantes dessas atividades são doenças que eles desenvolveram – inclusive por conta dos maus-tratos. As enfermidades, no entanto, não foram diagnosticadas apenas nos animais que foram afastados dos passeios. Isso porque 10 elefantes estão com tuberculose, 62 têm problemas sanguíneos, 19 são cegos, todos os 102 apresentam problemas nos pés e a maior parte está desnutrida.

Pensando no bem-estar dos elefantes, a ONG Proteção Animal Mundial realiza ações voltadas aos governos, conscientiza turistas, pedindo que eles boicotem atividades que envolvam animais – que deixarão de existir se não forem financiadas por quem visita os locais onde os elefantes vivem -, e faz apelos às agências de turismo para que assumam a responsabilidade de não oferecer pacotes turísticos que envolvam animais ao negociar as viagens com os clientes.


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