AÇÃO SOCIAL

Ação oferece atendimento veterinário a cães de pessoas em situação de rua

Mariana Dandara | Redação ANDA

Iniciado no início do mês, o projeto prevê a castração, a vermifugação e a vacinação dos cães


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Foto: Pixabay

A Prefeitura Municipal de Praia Grande, no litoral de São Paulo, está promovendo uma ação social em benefício dos cachorros tutelados por pessoas em situação de rua. Até o momento, 33 animais foram atendidos.

Iniciado no início do mês, o projeto prevê a castração, a vermifugação e a vacinação dos cães. Para promovê-lo, o Departamento de Saúde Ambiental da Prefeitura de Praia Grande firmou parceria com o Consultório de Rua (Conar).

De acordo com o Departamento de Vigilância da Saúde, o Conar já prestava atendimento a população sem moradia fixa e, por isso, tem sido mais simples identificar e localizar os cachorros tutelados por essas pessoas para que eles recebam cuidados.

Além disso, por conhecerem os profissionais que atuam no Conar, as pessoas em situação de rua se sentiram mais seguras para confiar os animais às mãos da equipe. Solitária, essa população costuma encontrar nos animais um lugar de afeto e reciprocidade e, por isso, cria forte vínculos com cães em situação de abandono.

Atendimentos semanais

Duas vezes por semana, os funcionários da prefeitura do município irão às ruas a bordo de um veículo para prestar atendimento veterinário aos animais.

As consultas e cirurgias serão realizadas dentro de uma van equipada para a realização de procedimentos veterinários. Mais informações sobre a ação social podem ser obtidas através do telefone (13) 3596-1882.

“Animais reviram o lixo porque humanos lhes viram as costas”

A realidade dos cachorros e gatos que reviram o lixo colocado na rua por pessoas que têm onde morar deveria comovê-las e fazê-las refletir. “O que eu, que tenho um teto sobre minha cabeça, posso fazer para amenizar o sofrimento de um ser vivo que não tem uma casa para abrigá-lo?”, deveria ser esse o questionamento feito por essas pessoas, seguido de atitudes caridosas voltadas não só aos animais, mas também à população humana em situação de rua, que frequentemente também busca alimento em lixeiras.

“De que maneira posso espantar, ferir e me vingar desse pobre animal faminto?” não deveria nunca ser uma pergunta a fazer para si mesmo diante da miséria que impõe tanto sofrimento a animais abandonados – embora ainda seja essa a atitude tomada por pessoas que não só são cruéis, mas que também cometem crime de maus-tratos, com pena de dois a cinco anos de prisão, além de multa e da proibição de tutelar animais.

Cachorros e gatos que reviram o lixo o fazem porque os humanos lhes viram as costas. Se as pessoas não os descartassem na rua como se fossem objetos, eles não precisariam lutar para sobreviver a ponto de buscar comida em lixeiras.


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