ESTUDO

Nanopartículas de plástico são detectadas em corações, cérebros e pulmões de fetos

Joe Pinkstone e Natalie Rahha | Tradução de Laura de Faria e Castro

Os pesquisadores viram microplásticos cruzarem a placenta em 90 minutos


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Foto: Reprodução | Pixabay

Minúsculas partículas de plástico foram descobertas nos órgãos de ratos bebês em gestação (fetos), a primeira vez que microplásticos foram vistos atravessando a placenta em mamíferos vivos.

Os pesquisadores descobriram que as partículas inaladas pela mãe viajaram pela placenta e chegaram aos pulmões, cérebro e coração em desenvolvimento do feto.

O estudo também revelou que as nanopartículas de poliestireno foram capazes de chegar ao feto 90 minutos após a exposição da mãe.

Um dia antes do nascimento dos fetos, os bebês de mães expostas ao plástico eram sete por cento menores do que o esperado.

Os cientistas ainda não sabem se as descobertas também se aplicam à gravidez humana, mas as descobertas são motivo de preocupação, dizem eles.

Os plásticos são feitos de polímeros de cadeia longa que se desprendem e se degradam com o tempo em fragmentos menores conhecidos como microplásticos.

Acredita-se que essas fibras, com menos de 5 mm de tamanho, representem um risco para a saúde humana e animal, mas a extensão exata de seus danos permanece desconhecida.

Microplásticos foram encontrados nas partes mais desoladas do mundo, incluindo os Alpes, a Antártica e a ‘zona da morte’ do Monte Everest.

Os nanoplásticos, entretanto, são cerca de 1.000 vezes menores do que os microplásticos e ainda menos se sabe sobre seu impacto na saúde humana e animal.

Pesquisadores da Rutgers University tentaram aprender mais criando peças esféricas de poliestireno que mediam apenas 20 nanômetros de diâmetro, e forçando ratos de laboratório a respirá-las.

Na realidade, os nanoplásticos não são perfeitamente redondos, mas têm formas irregulares e se assemelham mais a um floco do que a uma bola, o que pode alterar sua capacidade de se infiltrar em sistemas humanos, mas mais pesquisas são necessárias para entender esse mecanismo, dizem os cientistas.

Os nanoplásticos esféricos foram presos a uma etiqueta fluorescente para que os cientistas pudessem ver o quão longe eles chegaram depois de serem dados aos ratos.

O estudo expôs os animais a cerca de 60 por cento da quantidade de partículas que uma mãe humana inala todos os dias, no dia 19 de gravidez.

“Vinte e quatro horas depois, no 20º dia de gestação [um dia antes do parto dos ratos], os tecidos materno e fetal foram avaliados usando imagens ópticas fluorescentes”, escreveram os pesquisadores em seu estudo, publicado no jornal Particle and Fiber Toxicology.


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