CHINA

Cafés exploram animais silvestres e ampliam riscos de pandemias

Giovanna Rodrigues | Redação ANDA

A moda de cafés com animais exóticos está crescendo em países como a China, onde a pandemia do Covid-19 começou


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Foto: Ilustração | Pixabay

Embora os cafés temáticos onde você pode conviver com várias espécies de animais sejam conhecidos na maior parte do mundo, uma nova preocupação surgiu na China sobre os locais que oferecem carinho em animais exóticos, então surge a pergunta: isso poderia causar uma nova pandemia?

Algumas empresas na China se especializaram na criação de restaurantes ou cafés onde, além de degustar uma bebida, você pode acariciar um guaxinim ou brincar com um porco em miniatura enquanto come um bolo. Em Xangai, a moda desses “cafés com animais” aumenta a cada dia.

Esse tipo de negócio já era conhecido na Coréia do Sul e no Japão, mas agora estão se tornando moda na maior cidade da China, então, desde a pandemia de Covid-19, há certas preocupações, pois alguns pensam que esses cafés são um terreno para possíveis transmissão de doenças ao homem.

Cresce a moda de cafés com animais 

Muitas lojas em Xangai propõem conviver com qualquer tipo de animal de estimação, desde mamíferos até répteis. Um fenômeno que se popularizou nas redes sociais, onde muitos clientes postam fotos tiradas com essas criaturas, o que também causou indignação no mundo, por não serem seres vivos.

Um exemplo disso é “Raccoon Cafe”, onde eles abrigam oito guaxinins. De acordo com informações da AFP, os consumidores pagam uma taxa de entrada de 98 renminbis (pouco mais de 85 reais). Mas o comportamento imprevisível dos animais às vezes impede o sabor tranquilo de uma bebida ou comida.

Atualmente, a proprietária do negócio, Cheng Chen, só vende bebidas engarrafadas para evitar o contato dos animais com a comida, mas explica que não tinha experiência com guaxinins antes de abrir seu café no final de 2020. E acrescenta que entende as preocupações da presença de mamíferos.

A proprietária do café disse ainda em entrevista que não existem regras para este tipo de estabelecimentos, mas espera que sejam estabelecidas leis mais rígidas, especialmente para evitar que os animais caiam nas mãos de pessoas mal intencionadas.

O Dr. Evan Sun, da Sociedade Mundial para a Proteção dos Animais, com sede em Londres, tem suas dúvidas sobre esses estabelecimentos, explicando que as interações próximas com os animais selvagens alimentam não apenas o sofrimento, mas também a crueldade.

Ele acrescenta que também reforçam a possibilidade de uma emergência e propagação de doenças, referindo-se às que são transmitidas ao homem. “A maioria dos clientes desses cafés adora animais. Mas eles não têm certeza de que suas escolhas como consumidores também têm um impacto negativo”, disse o especialista.


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