BARBÁRIE

Cão é encontrado com patas mutiladas e cabeça decepada em Cascavel (PR)

Mariana Dandara | Redação ANDA

Uma testemunha da crueldade promovida contra o cão relatou que ele não só estava sem a cabeça e as patas, como também tinha farofa em sua barriga


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Foto: Reprodução/CGN

Um cachorro foi encontrado com a cabeça decepada e as quatro patas mutiladas na cidade de Cascavel, no estado do Paraná. O homem que flagrou o crime, e preferiu não se identificar, fotografou a cena, indignado com a crueldade que presenciou.

Na foto, que foi embaçada por ser forte para pessoas sensíveis, o cachorro aparece em cima de um lençol. De acordo com a testemunha do crime, o cão não só estava sem a cabeça e as patas, como também tinha farofa em sua barriga.

O homem, que enviou a foto ao portal CGN na intenção de denunciar o caso, relatou ter encontrado o corpo nas proximidades de uma cooperativa da cidade de Cascavel. Como o cão foi encontrado à noite, o rapaz não conseguiu verificar se havia algum suspeito de cometer o crime nos arredores. Ele também não informou se formalizou denúncia às autoridades.

A suspeita é de que o cachorro tenha sido vítima de um ritual de magia maléfica. Embora faça sacrifícios de animais, o candomblé – e algumas vertentes da umbanda, já que não são todas que sacrificam – não matam cachorros e gatos. Por conta disso, não é possível saber as motivações por trás do crime, caso tenha sido, de fato, um ritual.

Lei Sansão

Sancionada no final de 2020, uma nova lei de proteção animal aumentou a pena para crimes cometidos contra cachorros e gatos no Brasil. Antes, esses crimes eram punidos com, no máximo, um ano de detenção, pena que era convertida em alternativas como a prestação de serviços à comunidade.

A legislação recebeu o nome de “Lei Sansão” em homenagem ao pit bull Sansão, que foi brutalmente torturado em Minas Gerais, tendo as duas patas traseiras decepadas. Paraplégico, ele não apenas se recuperou e provou o quão forte é capaz de ser, como serviu de incentivo para a aprovação da lei.

Com o aumento da pena, os criminosos que submeterem cachorros e gatos a maus-tratos poderão ser presos por um período de dois a cinco anos. Eles também poderão ser punidos com multa e com a proibição de tutelar outros animais.

A medida, no entanto, não protege os animais de outras espécies, excluindo a fauna silvestre e animais que são explorados pela sociedade, como galos, porcos, bois e galinhas.


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