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Cadela é adotada após esperar em hospital por tutor que morreu de Covid-19: ‘exemplo de fidelidade’

Mariana Dandara | Redação ANDA

Esta história, embora contaminada por uma profunda tristeza, termina bem. O sofrimento e a lealdade de Menininha, como passou a ser chamada, geraram comoção suficiente para que a cadela encontrasse um novo lar


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Por mais de um mês, uma cadela esperou pelo seu tutor na frente de um hospital na cidade de Nerópolis, em Goiás, sem saber que ele havia morrido após ser diagnosticado com Covid-19. A morte do tutor de Menininha, como passou a ser chamada, é mais uma prova de que a pandemia de coronavírus não vitimou apenas aqueles que morreram, mas também os que ficaram com o coração cheio de saudade – sejam humanos ou animais.

Mas esta história, embora contaminada por uma profunda tristeza, termina bem. O sofrimento e a lealdade de Menininha geraram comoção e colocaram fim aos seus dias sofridos após uma pessoa decidir adotá-la para mudar seu destino.

Na última sexta-feira (2), a cadela foi viver em seu novo lar após o delegado André Fernandes, que trabalha no município de Nerópolis, gravar um vídeo para procurar uma família para adotar Menininha. Uma ONG que soube do caso também quis ajudar e, com esse apoio, Fernandes não só encontrou um tutor para a cadela, como arrecadou R$ 1 mil para arcar com os gastos do tratamento veterinário e comprar ração.

“Ela está com a doença do carrapato e exige cuidados especiais nos próximos 28 dias, além disso ela espera por filhotes. Menininha é exemplo de persistência e fidelidade. Logo terá filhotes com o mesmo perfil”, disse Fernandes ao portal G1.

No período em que ficou em frente ao Hospital Sagrado Coração de Jesus, Menininha conquistou o coração dos funcionários da unidade de saúde, que passaram a cuidar dela. Segundo a auxiliar de limpeza do hospital Daniela Barbosa de Abreu, o antigo tutor da cadela foi internado no local em fevereiro, mas morreu dias depois.

Desde a internação do homem, Menininha permaneceu na unidade de saúde e provavelmente jamais iria embora por conta própria, já que esperava ver seu tutor sair andando pela porta do hospital por meio da qual ela o viu entrar.

“Ela chegou junto com o tutor. Quando ele foi para a sala de internação, ela chegou a entrar várias vezes dentro do hospital atrás dele, e a gente tinha que colocar ela para fora. Até que o tutor subiu e foi para a UTI. Com isso, ela não saiu mais da porta e nós ficamos cuidando dela”, relatou Daniela, que fez parte da história que garantiu um final feliz para Menininha.


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