CAÇA

Onça Joujou, desaparecida há 3 dias, é localizada morta na Serra do Amolar

Margus de Wallachia | Redação ANDA

Resgatada após ser vítima de queimadas, a onça havia retornado ao habitat há poucos meses


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Não bastando as catástrofes derivadas dos incêndios criminosos no Pantanal, o terror parece não dar trégua para a fauna nativa. De um lado, ativistas e o público geral contra o especismo. De outro, soberbos ainda vivem na utopia da inconsequência. É mesmo uma guerra de mundos e propósitos.

Joujou, como foi carinhosamente batizada, havia sido resgatada há cinco meses, muito debilitada por conta do incêndio no seu habitat. Foi alegremente devolvida à natureza no dia 21 de janeiro deste ano. Agora, rastreada pelo CRAS, a onça estava desaparecida já há 3 dias quando o pior veio à tona. O corpo foi achado em avançado estado de decomposição na região da Serra do Amolar. É a terceira onça morta desde janeiro do ano passado.

Equipes da PMA (Polícia Militar Ambiental) e da PF (Polícia Federal) foram até a região onde foi encontrada a carcaça da felina fêmea adulta. O cadáver contém sinal de perfuração, o que levantou a suspeita sobre a possível ação de caçadores. Na ocasião, a equipe procurava outro animal, rastreado vivo. Os sinais foram captados na outra margem do rio, mais afastada do seu par.

Serra do Amolar, distrito de Corumbá – Fotografia de Marcelo Pontes para o ©Adventure Box

O grupo partiu de Corumbá, a 424 quilômetros de Campo Grande de avião. E seguiu ainda por barco até a RPPN Penha, onde a carcaça foi encontrada pela equipe do IHP, gestor da área.

Em nota de repúdio, o Instituto do Homem Pantaneiro (IHP) classificou o ato como atrocidade e disse que tomará providência para não deixar o crime impune.

Joujou sendo cuidada no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres – ©Jornal Midiamax UOL

Segundo o presidente do instituto, coronel Ângelo Rabelo, veterinário fez análise preliminar, mas ainda seria prematuro afirmar ser ferimento a tiro. “Isso nos deixa apreensivo e chocado, mas é preciso ter certeza do que aconteceu”.

O tenente-coronel a PMA, Edmilson Queiroz explica que o militar foi enviado para apoiar a equipe da PF, para averiguar se há algum sinal de crime flagrante. As informações são do portal Campo Grande News.

 

Mais uma onça chegou a ser socorrida junto com Joujou, mas não resistiu aos ferimentos. Necropsia feita por profissionais do Cras, em Campo Grande, encontrou projétil de arma de fogo alojado no tórax de ambos. A situação pode ter contribuído para agravar o estado de saúde dos animais.

No início de janeiro de 2020, uma onça-pintada foi achada morta também na Serra do Amolar, com marcas de perfurações. O animal não era rastreado por coleira de monitoramento. O corpo, entretanto, não foi localizado posteriormente.


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