CRIME BRUTAL

Criminoso invade propriedade e mata porcos a facadas em Pernambuco

Mariana Dandara | Redação ANDA

O tutor dos porcos, Jorge Kennedy, revelou que os animais foram mortos de maneira cruel e disse ter ficado surpreso com tamanha brutalidade


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Foto: Pixabay/Ilustrativa

Um criminoso invadiu uma propriedade rural no município de Lagoa Grande, no estado de Pernambuco, e matou dois porcos a facadas. O crime aconteceu na última quinta-feira (25) e o agressor aproveitou a ausência da família, que havia saído de casa.

Proprietário do imóvel onde os animais foram mortos, Jorge Kennedy, de 27 anos, usou as redes sociais para denunciar o caso e disse ter ficado surpreso com tamanha brutalidade. Segundo ele, os porcos foram mortos de maneira cruel.

Kennedy contou que essa foi a primeira vez que um criminoso invadiu a propriedade para matar animais que vivem no local. O rapaz disse ainda que não entende a motivação do crime, mas que desconfia de inveja ou até mesmo de ameaça velada.

O criminoso que invadiu o local não roubou nenhum objeto e também não levou os corpos dos animais, que foram encontrados ensanguentados pelo tutor. O caso foi denunciado à Polícia Civil, mas nenhum suspeito foi identificado. Novas diligências serão realizadas durante a investigação.

Porcos: sensibilidade e inteligência

Porcos são animais dóceis, sensíveis e inteligentes. Estudos comprovam que esses animais têm inteligência similar a de crianças de três anos. Tutores que convivem com porcos de maneira harmoniosa e respeitosa, sem submetê-los a maus-tratos e livrando-os da exploração para consumo humano, confirmam o quão carinhosos e sociais eles são.

Como todo animal, os porcos têm sistema nervoso central e, por isso, sentem dor. Além disso, neurocientistas de todo o mundo assinaram um manifesto, em 2016, durante uma cerimônia da qual o físico Stephen Hawking participou, que atesta que mamíferos – como os porcos -, aves e outros animais, como polvos, têm consciência.

“Isso quer dizer que esses animais sofrem. É uma verdade inconveniente: sempre foi fácil afirmar que animais não têm consciência. Agora, temos um grupo de neurocientistas respeitados que estudam o fenômeno da consciência, o comportamento dos animais, a rede neural, a anatomia e a genética do cérebro. Não é mais possível dizer que não sabíamos”, disse à época, em entrevista à revista Veja, o neurocientista canadense Philip Low, signatário do manifesto.

Low, que cogitou se tornar vegano após a descoberta, disse que “os dados são perturbadores, mas muito importantes”. “Penso que precisamos apelar para nossa própria engenhosidade e desenvolver melhores tecnologias para respeitar a vida dos animais. Temos que colocar a tecnologia em uma posição em que ela serve nossos ideais, em vez de competir com eles”, argumentou. “Acho que vou virar vegano. É impossível não se sensibilizar com essa nova percepção sobre os animais, em especial sobre sua experiência do sofrimento”, completou.

O manifesto assinado por renomados neurocientistas e a experiência vivida pelas pessoas que têm o privilégio de dividir a vida com os porcos de maneira afetuosa não deixam dúvidas: eles querem viver, gostam de viver, são capazes de sofrer física e psicologicamente e não devem ser reduzidos à condição de mercadoria – porque seres vivos não são objetos.

Explorados para consumo humano, os porcos vivem vidas miseráveis na indústria. As fêmeas são aprisionadas em jaulas minúsculas, que impedem sua movimentação e nas quais permanecem até o dia em que são mortas. Os filhotes são castrados sem anestesia, muitas vezes na frente das mães, que se desesperam sem poder salvá-los.

No caso dos porcos criados por pequenos sitiantes, a crueldade também está presente. Presos em locais denominados pelo criadores como “chiqueiros”, esses animais costumam viver na lama – embora gostem dela, por ser mais fresca, eles também gostam de banho e de ambientes limpos -, muitas vezes em meio à sujeira, comendo restos da alimentação dos humanos. Largados nos quintais de propriedades rurais, vivem confinados e, no fim, são esfaqueados para que sua carne seja vendida.

Comovidos com o sofrimento animal e com os efeitos nefastos da agropecuária sobre o meio ambiente, ativistas conscientizam a população sobre a necessidade de se fazer a transição para o veganismo para deixar de ser responsável pelas atrocidades cometidas contra os animais e a natureza, que é devastada pela agropecuária por meio da poluição, do desmatamento e do desperdício de água.

Todo esse ciclo de horror prova que a carne que chega ao prato dos consumidores é resultado de uma vida miserável de um animal que teve seus direitos negados, foi explorado e tratado como um objeto descartável.


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