CRIME BÁRBARO

Gatos são espancados até a morte e casal é investigado pelo crime

Mariana Dandara | Redação ANDA

Violentamente agredidos, os dois gatos foram encontrados expelindo sangue pelo nariz


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Foto: Pixabay/Ilustrativa

Dois gatos foram espancados até a morte na cidade de Cerejeiras, em Rondônia. Um homem foi preso e sua esposa está sendo investigada por suspeita de participação no crime.

O caso foi denunciado à Polícia Militar na noite de domingo (14) por um vizinho do casal que informou que o agressor arremessou os gatos contra a calçada. Ao chegar no local, os policiais flagraram o casal junto dos animais mortos. Violentamente agredidos, eles estavam expelindo sangue pelo nariz.

Os nomes da dupla não foram divulgadas pela polícia, que permitiu a divulgação apenas das iniciais do casal. Preso, R. C. V. S. aguarda audiência de custódia para que seu destino seja definido. Sua esposa, J. C. S., prestou depoimento e foi liberada, mas poderá ser indiciada caso sua participação no crime seja comprovada. De acordo a denúncia feita à polícia, a mulher instigou o marido a agredir os gatos.

Recolhidos como prova do crime, os corpos dos gatos foram entregues à Polícia Civil, que está investigando o caso.

Lei Sansão

Sancionada no final de 2020, uma nova lei de proteção animal aumentou a pena para crimes cometidos contra cachorros e gatos no Brasil. Antes, esses crimes eram punidos com, no máximo, um ano de detenção, pena que era convertida em alternativas como a prestação de serviços à comunidade.

A legislação recebeu o nome de “Lei Sansão” em homenagem ao pit bull Sansão, que foi brutalmente torturado em Minas Gerais, tendo as duas patas traseiras decepadas. Paraplégico, ele não apenas se recuperou e provou o quão forte é capaz de ser, como serviu de incentivo para a aprovação da lei.

Com o aumento da pena, os criminosos que submeterem cachorros e gatos a maus-tratos poderão ser presos por um período de dois a cinco anos. Eles também poderão ser punidos com multa e com a proibição de tutelar outros animais.

A medida, no entanto, não protege os animais de outras espécies, excluindo a fauna silvestre e animais que são explorados pela sociedade, como galos, porcos, bois e galinhas.


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