TRATAMENTO

Cão que mostrou pata ferida para pedir ajuda inicia sessões de quimioterapia após diagnóstico de câncer

Mariana Dandara | Redação ANDA

Cercado de carinho e cuidado, o cachorro tem se recuperado rapidamente e logo poderá ir para um novo lar


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A médica veterinária Dayse Silva e o cachorro que pediu ajuda ao entrar em sua clínica (Foto: Ricardo Rodrigues/Arquivo pessoal)

O cachorro que entrou em uma clínica veterinária por conta própria e mostrou a pata ferida para pedir ajuda iniciou sessões de quimioterapia em Juazeiro do Norte, no Ceará. Diagnosticado com câncer, ele está recebendo os cuidados necessários e têm reagido bem ao tratamento.

A médica veterinária Dayse Silva, que já realiza um trabalho em prol dos animais abandonados, comoveu-se com a atitude do cão ao entrar em sua clínica e decidiu ajudá-lo. Após se recuperar, ele será disponibilizado para adoção e, graças a repercussão do caso, há vários interessados em dar um lar para o animal.

“Ele está muito bem. Animado, esperto, bem diferente de quando chegou aqui. Já não tem nenhum sangramento e não dá sinais de que esteja sentindo dores. Reagiu bem à primeira sessão da quimioterapia e vamos avaliar a cada novo procedimento para saber quantas ele vai precisar fazer. Geralmente são realizadas entre quatro a sete sessões, mas analisaremos dia a dia”, afirmou ao G1 a médica veterinária.

Alegre e abanando o rabo, o cachorro parece entender que está recebendo os cuidados que alguém lhe negou ao jogá-lo na rua. Cercado de afeto, ele passa o dia na clínica veterinária, onde recebe tratamento, e à noite vai para a casa de Dayse.

Mas não é só a veterinária que está encantada pelo cachorrinho, que ainda não tem nome. Segundo a profissional, em pouco mais de 24 horas surgiram pessoas na clínica interessadas em adotá-lo, além de outros possíveis adotantes que entraram em contato com o estabelecimento através de ligações telefônicas e das redes sociais.

Dayse relata que até mesmo moradores de outros estados demonstraram interesse em adotar o cão. “Teve um senhor de Brasília que se mostrou bastante interessado em adotar o cachorro. Ele disse que mandaria buscar o cão aqui em Juazeiro do Norte, mas a gente precisa que o pretendente venha pessoalmente para poder fazermos a entrevista e avaliarmos todas as condições”, revelou a médica.

A repercussão do caso também permitiu que os valores necessários para o tratamento do cachorro fossem arrecadados rapidamente. A meta de R$ 4 mil estipulada pela campanha de arrecadação já foi batida. Se mais doações chegarem, elas serão revertidas em ração para entidades de proteção animal da região.

Não compre, adote

A exploração de animais para venda é uma prática cruel que objetifica cães e gatos, reduzindo-os à condição de mercadorias. Por serem tratados como objetos, esses animais são alvos frequentes de maus-tratos, situação que só poderá ser coibida com o fim do comércio.

Engajados na luta em prol dos animais, ativistas incentivam a adoção e pedem que a sociedade se conscientize sobre a necessidade de abolir a venda de cachorros e gatos. Os protetores de animais explicam que, ao comprar um animal, o comprador não só compactua com a objetificação de um ser vivo, como incentiva o comércio como um todo, incluindo o que é feito pelos criadores que negligenciam e maltratam os animais.

Enquanto milhares de animais são comprados Brasil afora, outros milhões padecem nas ruas. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 30 milhões de animais vivem em situação de rua no país. Sem cuidados, eles passam fome e sede, sofrem com o calor, o frio e as chuvas, adoecem e agonizam até a morte por conta de doenças e de atropelamentos. Também são vítimas de agressões e até de estupros. Frágeis e inocentes, o pedido que eles fariam, caso pudessem falar, seria: não compre, adote um animal abandonado.


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