ESPERANÇA

Cadela rejeitada por ser paraplégica espera por um lar há 6 anos em Teresina (PI)

Mariana Dandara | Redação ANDA

Paty, como é chamada, espera por uma família no abrigo da Associação Piauiense de Proteção e Amor aos Animais (Apipa)


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Foto: Reprodução/TV Clube

Uma cadela que foi vítima de sucessivos atos de crueldade em Teresina, no Piauí, ainda tem que suportar o preconceito dos seres humanos, que a rejeitam por ser paraplégica. Há longos seis anos, Paty, como é chamada, espera por uma família no abrigo da Associação Piauiense de Proteção e Amor aos Animais (Apipa).

Aos oito anos de idade, a cadela está prestes a ter mais uma característica que afasta adotantes: a idade avançada. Ainda é um animal adulto, mas dentro de dois anos, em média, passará a ser idosa. Ela não tem culpa, porém, de ter ficado paraplégica após ser maltratada, tampouco de ter completado oito anos porque durante seis ninguém a quis.

Embora a cadela tenha progredido com o tratamento fisioterapêutico que recebe, tendo conseguido movimentar uma das patas, Paty não caminha e passa o dia deitada. Sua situação é fruto da falta de compaixão de seus antigos tutores, seguida da crueldade de homens que trabalhavam em um caminhão de lixo e que a jogaram de cima dele após recebê-la de sua família, que não quis saber o que seria feito com ela e a entregou com o único intuito de se desfazer da cadela.

“A família antiga da Paty deu ela para o caminhão de lixo levar quando ela estava grávida. Eles, ao invés de pegar a cachorrinha e colocar em algum lugar, jogaram ela do caminhão. Quando ela caiu, já lesionou a coluna”, contou ao G1 a tesoureira da associação, Isabel Moura.

Com o ato de violência, os filhotes da cadela morreram antes mesmo de nascer e foram retirados de seu corpo através de uma cesárea. A crueldade cometida contra Paty lhe custou seus movimentos e hoje os voluntários da Apipa passam o dia mudando-a de posição para garantir uma melhor qualidade de vida à cadela. Na hora de se alimentar, Paty fica de um lado e quando vai dormir é colocada de outro.

Mas o que a cadela precisa mesmo é de uma família sem preconceitos, que esteja disposta a receber todo o amor que ela tem guardado para dar. Interessados em adotá-la devem entrar em contato com a Apipa pelas redes sociais.


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