VEGETARIANISMO

JBS diz que carne será luxo no futuro e que alternativas vegetais se popularizarão

Mariana Dandara | Redação ANDA

CEO da JBS, Gilberto Tomazoni, afirmou que a maior parte da população consumirá carnes vegetais no futuro


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Hambúrgueres veganos comercializados pela Picados e Lavados (Foto: Instagram/@picadoselavados)

A previsão feita frequentemente por ativistas pelos direitos animais de que os alimentos livres de crueldade animal alcançarão um público de dimensões extraordinárias no futuro, tornando o veganismo uma realidade mais palpável para a maioria das pessoas, já não é mais uma afirmação que engloba apenas aqueles que estão interessados na libertação animal. Isso porque recentemente o CEO da JBS, Gilberto Tomazoni, admitiu que a carne convencional será um luxo no futuro e que a maior parte da população consumirá alternativas vegetais.

Observando atualmente os preços da carne, que só aumentam, e a ascensão do veganismo, que é uma filosofia de respeito à vida animal que ganha cada vez mais adeptos, é fácil concluir que tanto os ativistas, quanto Tomazoni estão certos, embora ambos tenham objetivos de vida diferentes e os do CEO de uma das maiores processadoras de carne do mundo não tenham qualquer ligação com a dignidade animal.

Interessado no mercado vegano, Tomazoni afirmou que a JBS pensa em produzir apenas carne convencional do tipo “premium” no futuro e passar a oferecer opções mais baratas utilizando proteínas vegetais.

“[A cultura] à base de vegetais nos ajudará a reduzir essa lacuna de proteína com produtos mais acessíveis em comparação com a proteína animal, que será mais premium”, destacou Tomazoni ao portal Bloomberg.

As afirmações do CEO deixam claro que, no futuro, as pessoas comprarão carnes vegetais por opção ou por não terem recursos para pagar pela carne convencional, advinda de animais e, por consequência, do sofrimento deles. Isso prova que o mercado tem condições de intervir no consumo da população e que se as grandes empresas tivessem interesse em promover uma alimentação saudável e ética sob o ponto de vista dos direitos animais e ambientais, já teria o feito. No entanto, a maior parte delas se interessa exclusivamente pelo lucro e só se adapta ao veganismo para ganhar dinheiro.

Nota da Redação: A ANDA reforça que o veganismo é uma filosofia de vida e um posicionamento político, não uma dieta. O vegetarianismo estrito – aquele que exclui da alimentação todos os tipos de carnes, mel, ovos, leite e derivados -, esse sim, é uma dieta. O veganismo vai além e exerce sua luta em prol dos animais em todos os segmentos, não apenas nas refeições do dia a dia. De acordo com a Vegan Society, esse é um modo de viver “que busca excluir, na medida do possível e praticável, todas as formas de exploração e crueldade contra os animais – seja na alimentação, no vestuário ou em outras esferas do consumo”. Sendo assim, é importante que empresas realmente comprometidas com um futuro ético se conscientizem sobre essa questão e que os consumidores entendam a diferença entre as empresas que são veganas e as que apenas buscam o lucro acima de qualquer coisa.


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