VEGANISMO

Hospital oferece comida vegana a pacientes após estudo comprovar que vegetais ajudam a reverter doenças

Mariana Dandara | Redação ANDA

“Temos a responsabilidade moral de agir de acordo com isso e alinhar nossas crenças com nossas ações”, informou o hospital


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Foto: Pixabay

O Hospital Hayek, em Beirute, no Líbano, passou a oferecer exclusivamente comida vegana aos pacientes no dia 1º de março deste ano. De acordo com um comunicado oficial da instituição, o objetivo é preservar a saúde dos pacientes.

“Já foi comprovado cientificamente que adotar uma [boa] dieta à base de vegetais não só interrompe a evolução de determinadas doenças como pode revertê-las”, justificou.

“Temos a responsabilidade moral de agir de acordo com isso e alinhar nossas crenças com nossas ações”, completou.

Na nota divulgada à imprensa, o hospital citou uma declaração da Organização Mundial da Saúde (OMS) por meio a qual a instituição reforça que há tipos de carne que estão associados ao desenvolvimento do câncer.

O hospital lembrou ainda que um levantamento do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) concluiu que três de cada quatro novas doenças emergentes infecciosas são zoonóticas – isso, passam de animais para humanos e a transmissão ocorre com mais facilidade por conta do consumo de produtos de origem animal e da exploração animal.

Além de proteger seus pacientes com dietas saudáveis à base de vegetais, o hospital também usa as redes sociais para conscientizar os internautas ao divulgar informações acerca dos benefícios de uma alimentação vegetariana estrita – sem ovos, leite e seus derivados, como queijo e iogurtes, além das carnes e do mel.

Exploração animal e doenças zoonóticas

O biólogo Frank Alarcón fez um alerta, através do vídeo “COVID-19: Uma zoonose anunciada”, publicado no YouTube (confira abaixo), sobre a relação entre a doença e a exploração animal.

No vídeo, Alarcón aborda os três coronavírus que surgiram, provocando doenças em humanos, nas últimas décadas. O biólogo lembra que essas doenças afetam os humanos por conta do contato próximo entre eles e os animais.

O contágio, no entanto, não se dá apenas por conta da exploração imposta às espécies silvestres. Alarcón reforça que há doenças que contaminam os humanos devido à exploração de animais domesticados e cita como exemplo a gripe aviária, que atinge frangos e pessoas.

“Uma nova zoonose surge quando um patógeno para uma especie definida encontra condições biológicas perfeitas para saltar até uma outra espécie. Neste novo hospedeiro, o patógeno poderá encontrar um ambiente bioquímico ótimo que lhe permitirá invadir e utilizar-se das engrenagens moleculares das células infectadas”, explica o biólogo.

O contágio, lembra ele, pode acontecer por conta de práticas que colocam “em contato íntimo e profundo animais humanos e animais não humanos”, como a agropecuária.

“Pratos que se utilizem de carne e derivados animais in natura ou semicozidos são excelente porta de entrada para uma zoonose”, afirma. “A emergência de zoonoses como a Covid-19 têm forte relação com a exploração e o consumo de animais e seus derivados, além do imenso impacto ambiental que provocamos sobre ecossistemas do planeta terra”, completa.

“A criação de animais para qualquer fim cria condições artificiais muito propícias para imenso estresse fisiológico e psíquico de animais aglomerados e confinados, grande insalubridade dos trabalhadores que manuseiam esses animais, favorecimento de contato íntimo e profundo de animais aprisionados a organismos que eles jamais encontrariam em circunstâncias naturais. Nos mercados, nas fazendas, nos frigoríficos, tanques, aquários, zoológicos, exposições, animais são reunidos e apinhados em grande número. Todos esses animais encontram-se estressados, doentes, morrendo ou já mortos, sendo muitas vezes misturados indiscriminadamente”, explica.

O biólogo lembra ainda que os funcionários que trabalham nos matadouros recebem treinamento deficitário e em condições com higiene básica, muitas vezes comendo e até dormindo no local onde os animais são mortos. “Nessas circunstancias, patógenos encontram condições perfeitas para conhecerem novos potenciais hospedeiros”, diz.

O risco do surgimento de novos vírus e pandemias, no entanto, não se restringe à China, onde surgiu a Covid-19, já que “o mundo ocidental inteiro aprisiona, explora e mata animais por motivos absurdos”.

Confira os argumentos do biólogo na íntegra no vídeo abaixo:


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