LIBERTAÇÃO

Vinte elefantes ‘cruelmente treinados’ deixam de ser explorados em passeios na Índia

Mariana Dandara | Redação ANDA

A razão para o afastamento dos elefantes dessas atividades são doenças que os animais desenvolveram


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Foto: PxHere/Reprodução

Vinte elefantes que eram explorados para transportar turistas em passeios até o Forte Amer, na Índia, estão libertos dessa atividade cruel. De acordo com o Departamento Florestal de Rajasthan, os animais silvestres não serão mais forçados a carregar as pessoas sob suas costas por motivos médicos e morais.

A razão para o afastamento dos elefantes dessas atividades são doenças que eles desenvolveram – inclusive por conta dos maus-tratos. As enfermidades, no entanto, não foram diagnosticadas apenas nos animais que foram afastados dos passeios. Isso porque 10 elefantes estão com tuberculose, 62 têm problemas sanguíneos, 19 são cegos, todos os 102 apresentam problemas nos pés e a maior parte está desnutrida.

Embora a libertação não tenha chegado para todos, a notícia de que 20 elefantes não serão mais explorados para entretenimento humano foi motivo de comemoração para a ONG Proteção Animal Mundial, que condena a crueldade a qual esses animais são submetidos.

“Estamos muito felizes com a notícia, mesmo que seja um passo gradual. Esses elefantes são cruelmente treinados e passam suas vidas andando em superfícies duras do forte com alto peso dos turistas nas costas, além de serem mantidos em condições inadequadas e controlados com muita violência”, disse João Almeida, gerente de Vida Silvestre da entidade. “O entretenimento proporcionado por esses animais pode ser facilmente adaptado por veículos. Afinal, elefantes são animais silvestres – não artistas”, continuou.

Foto: Reprodução/Trip Advisor

Para garantir uma vida digna aos elefantes, a instituição realiza campanhas que visam por fim aos passeios com esses animais e pressiona autoridades locais para que protejam os elefantes. A Proteção Animal Mundial luta contra essas atividades não só por conta da exploração animal envolvida, mas também por causa das doenças que os elefantes possuem e que pioram enquanto eles são explorados.

O caminho para extinguir os passeios com elefantes, no entanto, são muitos. Além das ações voltadas aos governos, a entidade também tenta conscientizar os turistas, pedindo que eles boicotem esses atividades, que deixarão de existir se não forem financiadas por quem visita os locais onde os elefantes vivem.

A Proteção Animal Mundial também faz apelos às agências de turismo para que assumam a responsabilidade de não oferecer pacotes turísticos que envolvam animais ao negociar as viagens com os clientes.


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