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Um levantamento feito pela associação Ampara Animal mostrou que durante a crise sanitária que o Brasil e o mundo vêm tendo que lidar decorrente da Covid-19, o número de animais domésticos resgatados em 2020 no país aumentou consideravelmente comparado ao ano anterior.
Segundo os dados divulgados pela auxiliadora de abrigos e protetores independentes, foram consultados cerca de 530 abrigos por todo o Brasil, relevando um aumento de aproximadamente 70% de animais que estavam abandonados. O abrigo Toca dos Peludos, participante da pesquisa, conta que no início da pandemia, entre abril e julho, houve uma grande quantidade de pessoas adotando animais resgatados, no entanto, em menos de um ano, eles observaram uma queda no número de adoções e aumento de abandonos, e em fevereiro de 2021, o abrigo voltou a bater o recorde de animais acolhidos, chegando ao seu ápice.
No entanto, não foi somente o número de adoções que a pandemia impactou, mas também no de doações. Em decorrência da crise houve um recuo de quase 80%, segundo a organização. No abrigo localizado na zona rural de Mairiporã, em São Paulo, vivem 328 cães, 25 gatos, 19 cabras e 50 galinhas, além de cinco jumentos, dois cavalos e duas tartarugas, precisando de mais de 45 mil reais por mês para conseguir manter todos. Os animais chegam a consumir 3,5 toneladas de ração em 30 dias.
A Toca dos Peludos tenta disponibilizar parte dos animais resgatados para adoção, sendo todos castrados, vacinados e vermifugados, porém passam por dificuldades durante a crise.
O levantamento ainda mostrou que o perfil da maioria dos animais abandonados são cachorros sem raça definida, os famosos vira-latas, adultos, de porte médio, pelagem curta e preta. A organização acredita que o impacto na economia é o principal causador desse quadro, com o desemprego, o fim do auxílio emergencial, a volta ao trabalho presencial e mudanças de casa, entre outros.


