MORTE ACIDENTAL

Galo mata homem que o explorava em rinhas ao feri-lo com faca presa a sua pata

Mariana Dandara | Redação ANDA

Assustada, a ave feriu o homem ao tentar fugir para não ser novamente submetida a uma situação de maus-tratos


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Foto: Pixabay

Um galo que era explorado em rinhas reagiu após ser submetido a sofrimento repetidas vezes e feriu o homem que o explorava, levando-o à morte. O ferimento foi causado por uma faca colocada na pata da ave para intensificar os ferimentos causados nos outros galos durante as rinhas.

O indiano Thangulla Satish, de 45 anos, morreu após ser ferido na virilha. A perfuração fez o homem perder uma grande quantidade de sangue. Embora tenha sido imediatamente socorrido, ele morreu a caminho do hospital.

O ferimento aconteceu no momento em que Satish preparava o galo para uma rinha realizada ilegalmente em Lothunur, um vilarejo no estado de Telengana, na Índia. Cerca de 15 pessoas participavam do evento clandestino, segundo a polícia.

Assustada, a ave feriu o homem ao tentar fugir para não ser novamente submetida a uma situação de maus-tratos. Satish, no entanto, insistiu e agarrou o galo, que se debateu e feriu o indiano. Um dos policiais informou à BBC que a perfuração “provocou uma enxurrada de sangue”.

Após Satish ser socorrido, o galo foi encaminhado para uma fazenda, onde viverá por tempo indeterminado, livre das rinhas. De acordo com o jornal The New Indian Express, a ave será levada ao tribunal como evidência quando o caso for julgado.

A polícia informou ainda que outras pessoas que participavam do evento clandestino poderão ser indiciadas por homicídio culposo. Elas também devem responder pelo crime de maus-tratos e pela prática de apostas ilegais. Explorar galos em rinhas é proibido na Índia desde a década de 1960.

“Satish era uma das 16 pessoas parte da organização da rinha de galos. Estamos em busca de outros 15 indivíduos envolvidos no evento ilegal”, afirmou o policial B Jeevan.

Embora sejam proibidas no país, as rinhas de galo continuam a ser realizadas na Índia, sobretudo em municípios interioranos. Nesses eventos, dois galos são colocados para brigar dentro de um ringue. A luta forçada só chega ao fim quando uma das aves perde a consciência ou morre.

No Brasil, explorar galos em rinhas também configura crime, com pena de até um ano de detenção, além de multa. No entanto, criminosos insistem em submeter aves à crueldade para vê-las brigar. Além das rinhas em si, os galos sofrem ao serem mantidos confinados em pequenas gaiolas, recebem anabolizantes e sentem fortes dores por conta dos ferimentos.


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