CONSCIENTIZAÇÃO

Estado norte-americano institui “Dia Estadual Sem Carne”

Mariana Dandara | Redação ANDA

O objetivo é conscientizar a população e incentivar as pessoas a adotar uma dieta livre de ingredientes de origem animal


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Foto: Pixabay

O estado norte-americano do Colorado instituiu o “Dia Estadual Sem Carne”, que será comemorado no dia 20 de março e servirá como um meio de conscientizar a população e incentivar as pessoas a adotar uma dieta livre de ingredientes de origem animal.

A data foi instituída graças ao apoio do governador Jared Polis à iniciativa MeatOut, criada em 1985 pelo Farm Animal Rights Movement (FARM) para popularizar o vegetarianismo.

“Desde que a MeatOut foi lançada em 1985, mais de 35 milhões de americanos vêm explorando uma dieta à base de vegetais e reduziram o consumo de carne, laticínios e ovos; e os principais fabricantes de alimentos e franquias nacionais estão comercializando mais opções veganas em resposta a essa demanda crescente. Portanto, eu, Jared Polis, governador do estado do Colorado, proclamo 20 de março de 2021 como o Dia Sem Carne”, anunciou o político.

O governador do Colorado, que é casado com um vegano, tem se mostrado aberto ao tema. De acordo com a revista VegNews, após assumir o governo do estado, Polis orientou o Departamento de Agricultura a oferecer mais apoio à indústria que produz carne vegetal.

Exploração e sofrimento

Os animais explorados para consumo humano são submetidos a extremo sofrimento. Maltratados, torturados e covardemente mortos, eles são vítimas da gula e da ganância. Criados para serem mortos, vivem muito menos do que viveriam se não fossem condenados à morte.

No caso dois bois, a indústria, que os vê como mercadorias lucrativas, os queima com ferro quente para identificá-los, os eletrocuta com picanas elétricas para guiá-los, e os mata precocemente. Após serem queimados e eletrocutados – procedimentos dolorosos que causam sofrimento físico e psicológico -, eles são amontoados em caminhões superlotados.

Em meio aos próprios excrementos e sem espaço para deitar e descansar, eles viajam por horas. Sofrem com a privação de água e alimento, além de suportarem as condições climáticas sem qualquer abrigo. Quando o tormento do transporte chega ao fim, sem que acidentes ocorram, inicia-se a tortura da morte. Em caso de acidentes, os bois são deixados à própria sorte. Veterinários não são acionados e eles agonizam até perderem a vida. Os que sobrevivem são levados de volta ao matadouro.

A vida não é menos tenebrosa para as aves exploradas para consumo humano. Presas em gaiolas minúsculas, nas quais ficam em pé sobre grades desconfortáveis, ou confinadas em galpões superlotados, elas suportam sofrimento inimaginável.

O estresse é tamanho que esses animais costumam mutilar a si mesmos e arrancar partes dos corpos das outras aves em resposta ao abalo psicológico que sofrem. Para evitar a mutilação, os fazendeiros submetem as aves ao processo de debicagem, por meio do qual o bico desses animais é cortado sem qualquer anestesia – procedimento que causa bastante dor.

As galinhas poedeiras são tratadas como verdadeiras máquinas. Os frangos suportam a terrível vida do confinamento até serem mortos. Os pintinhos, por sua vez, por não pertencerem a mesma linhagem dos frangos e não terem a capacidade de botar ovos como as fêmeas, são mortos ainda filhotes, triturados vivos.

Os porcos, por sua vez, também vivem vidas miseráveis. As fêmeas são aprisionadas em jaulas minúsculas, que impedem sua movimentação e nas quais permanecem até o dia em que são mortas. Os filhotes são castrados sem anestesia, muitas vezes na frente das mães, que se desesperam sem poder salvá-los. A verdade é que na indústria não existe animal que não sofra, independentemente da espécie.

Comovidos com o sofrimento animal e com os efeitos nefastos da agropecuária sobre o meio ambiente, ativistas conscientizam a população sobre a necessidade de fazer a transição para o veganismo como forma de interromper um ciclo que financia atrocidades contra os animais e a natureza.

Todo esse ciclo de horror prova que a carne que chega ao prato dos consumidores é resultado de uma vida miserável de um animal que teve seus direitos negados, foi explorado e tratado como um objeto descartável.


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