CRIME

Gatos sofrem maus-tratos e tutor alega falta de tempo para cuidar dos animais

Mariana Dandara | Redação ANDA

Restos do corpo de um animal em estado avançado de decomposição também foram encontrados no imóvel


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Pixabay

Um homem de 58 anos foi preso por maus-tratos a gatos no município de Careaçu, em Minas Gerais.

A prisão, efetuada na última sexta-feira (19), ocorreu após denúncias indicarem que gatos tutelados pelo homem eram maltratados.

No imóvel onde o homem vivia, dez gatos foram encontrados em um ambiente insalubre, repleto de sujeira. Eles também estavam extremamente magros, aparentando desnutrição.

Restos do corpo de um animal em estado avançado de decomposição também foram encontrados no imóvel.

Após ser preso por uma equipe da delegacia de São Gonçalo do Sapucaí, o tutor dos gatos alegou “falta de tempo para cuidar dos animais”. Levado para o presídio, ele responderá judicialmente pelo crime.

Lei Sansão

Sancionada no final de 2020, uma nova lei de proteção animal aumentou a pena para crimes cometidos contra cachorros e gatos no Brasil. Antes, esses crimes eram punidos com, no máximo, um ano de detenção, pena que era convertida em alternativas como a prestação de serviços à comunidade.

A legislação recebeu o nome de “Lei Sansão” em homenagem ao pit bull Sansão, que foi brutalmente torturado em Minas Gerais, tendo as duas patas traseiras decepadas. Paraplégico, ele não apenas se recuperou e provou o quão forte é capaz de ser, como serviu de incentivo para a aprovação da lei.

Com o aumento da pena, os criminosos que submeterem cachorros e gatos a maus-tratos poderão ser presos por um período de dois a cinco anos. Eles também poderão ser punidos com multa e com a proibição de tutelar outros animais.

A medida, no entanto, não protege os animais de outras espécies, excluindo a fauna silvestre e animais que são explorados pela sociedade, como galos, porcos, bois e galinhas.


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