ANÁLISE

Santuário pede mais exames sobre chimpanzé Black após laudo não apontar causa da morte

Mariana Dandara | Redação ANDA

Dois dias antes de morrer, Black começou a mancar com a perna esquerda e foi isolado para que fosse colocado em observação e não fizesse esforço


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Foto: Arquivo pessoal

O Santuário de Grandes Primatas, em Sorocaba, no interior de São Paulo, solicitou exames complementares sobre o chimpanzé Black após o laudo preliminar não apontar a causa da morte. O animal silvestre vivia no local desde que uma ação judicial, da qual a ANDA fez parte, determinar sua transferência do Parque Zoológico Municipal “Quinzinho de Barros”.

Black tinha cerca de 50 anos. Ele foi encontrado caído, mas com batimentos cardíacos, pulsação e respirando, na noite do dia 6 de fevereiro. Para salvá-lo, especialistas iniciaram o procedimento de entubação para possibilitar a ventilação e a oxigenação. Apesar disso, uma parada cardiorrespiratória o levou a óbito.

No santuário, Black dividia a vida com a chimpanzé Dolores. Além da obesidade diagnosticada desde que ele foi transferido do zoo, o animal não apresentava sinais de doença.

Dois dias antes de morrer, ele começou a mancar com a perna esquerda e foi isolado para que fosse colocado em observação e não fizesse esforço. A suspeita é que Black tivesse sofrido uma lesão no joelho e, por isso, um tratamento com anti-inflamatórios orais foi iniciado. Exames também foram solicitados.

Após a morte, foi divulgada uma nota técnica por meio da qual foi informada a presença de uma camada de gordura ao redor do coração do chimpanzé, além da ausência de dentes, do aumento da próstata, que estava cerca de 10 vezes maior que o normal, e da presença de vasos dilatados na região frontal do córtex cerebral.

Para que a causa da morte seja definida, o santuário solicitou ainda a análise microscópica da bexiga, pulmão, rins, fígado, vesícula biliar, baço, coração, pâncreas, estômago, intestino delgado e grosso, próstata, encéfalo, cerebelo e tronco encefálico.


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