CRIME

Cães e gatos são acorrentados sem comida e tutores são presos no Amazonas

Mariana Dandara | Redação ANDA

Após serem presos, os homens foram encaminhados ao 1° Distrito Integrado de Polícia (DIP)


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Foto: Patrick Marques/G1

A polícia prendeu dois homens que mantinham três cachorros e dois gatos acorrentados, sem água e comida, em um barraco em Manaus, no Amazonas. O caso foi descoberto na noite de quinta-feira (18) após denúncias.

Testemunhas informaram à Comissão Especial de Proteção aos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Amazonas (OAB/AM) que os homens estavam matando animais na região.

“Tomamos ciência que moradores de rua estariam maltratando animais. Os moradores do bairro disseram que já tinham ouvido gritos de cachorros, sons de pauladas e tinham visto muito sangue próximo ao local. Disseram que esses suspeitos estavam sempre com cachorros e estes começaram a sumir”, disse ao G1 a advogada Goreth Rubim.

Dois advogados que integram a comissão estiveram no barraco, junto de policiais militares, e verificaram as denúncias.

“O local era muito insalubre, o odor era horrível. A situação dos maus-tratos se consumou pelo fato dos animais estarem amarrados de forma que não conseguiam se locomover direito. Não tinham água e nem comida também”, informou a advogada.

Após serem presos, os homens foram encaminhados ao 1° Distrito Integrado de Polícia (DIP). Os dois devem responder judicialmente pelo crime de maus-tratos a animais.

Lei Sansão

Sancionada no final de 2020, uma nova lei de proteção animal aumentou a pena para crimes cometidos contra cachorros e gatos no Brasil. Antes, esses crimes eram punidos com, no máximo, um ano de detenção, pena que era convertida em alternativas como a prestação de serviços à comunidade.

A legislação recebeu o nome de “Lei Sansão” em homenagem ao pit bull Sansão, que foi brutalmente torturado em Minas Gerais, tendo as duas patas traseiras decepadas. Paraplégico, ele não apenas se recuperou e provou o quão forte é capaz de ser, como serviu de incentivo para a aprovação da lei.

Com o aumento da pena, os criminosos que submeterem cachorros e gatos a maus-tratos poderão ser presos por um período de dois a cinco anos. Eles também poderão ser punidos com multa e com a proibição de tutelar outros animais.

A medida, no entanto, não protege os animais de outras espécies, excluindo a fauna silvestre e animais que são explorados pela sociedade, como galos, porcos, bois e galinhas.


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